quarta-feira, 5 de março de 2014

. . .








O problema daqueles que vazam, é que sua vazão os torna vulneráveis.
Não é que seja bem uma fraqueza, mas é que franqueza de mais, vaza fraquezas.
Nas inúmeras formas de vazar a alma, nem todas são lindas, nem tanto necessárias, porém, vazam.
 Porque querem, porque transborda tanto, que muita das vezes pede espaço no coração. 
Outras sobram nos olhos. Dizem por aí, que algumas se perdem em canções.
 Outras se perdem aqui, nos versos.
O problema daqueles que vazam, é que são transparentes demasiadamente.
Não todos às vezes claro, às vezes escuridão. Às vezes Luz. Outras cores. Nunca translúcidos.
Mas quem vê, pinta um quadro. Uma imagem, apenas. De alguém que todos veem, poucos compreendem.

(...)




"....Ela andou e eu fiquei ali

Ou será que fui eu que dali mudei

Com uns passos mudos

De uma reticência?"








quarta-feira, 6 de novembro de 2013

LEGALIZAÇÃO DA MACONHA

Para realizar um debate na faculdade, li, reli diversos textos, analisei vídeos, prós e contras sobre a legalização da maconha. Quase sempre a primeira questão levantada é: “A comercialização da nicotina e das bebidas alcoólicas...”.  Ora, comparar algo com outra de natureza ainda pior, em um contexto de legalização, torna o processo bem mais fácil. Fato é que, tanto o álcool quanto o cigarro são extremamente prejudiciais ao homem, mas usar disso como fator possibilitador à legalização da maconha é implicitamente dizer: “Olha já que você bebe e fuma cigarro, use maconha também”. A ciência tenta sempre dizer que a maconha é uma droga muito menos tóxica e que gera menor dependência que as drogas legalizadas. Dizer que é menos tóxica, não é dizer que não é, qual o objetivo social de se legalizar mais uma droga que é prejudicial ao ser humano?
De acordo com nosso Direito Penal, é proibido que condutas sejam criminalizadas simplesmente por questões morais, o crime só pode existir, de acordo com nosso regime Democrático de Direito, para evitar condutas que lesem ou coloquem em risco terceiros. Logo, em tese, não deveria se punir alguém por auto-lesão. A maioria dos médicos e neurologistas afirmam que a “lesão” varia, de acordo com a idade, condição psicológica, fisiológica entre outros fatores, portanto não há de que se falar exatamente quais são os efeitos da maconha. Há casos de jovens menores de 15 anos, que devido ao uso excessivo, acabaram sofrendo de esquizofrenia com contribuição da maconha. Contra essas objeções, fala-se sobre a legalização, por que aí então seria possível a regulamentação. Ou seja, não é liberar, é legalizar.
            A legalização permitiria assim, regulamentar o uso, restringir o acesso, realizar o controle de qualidade. O que não é feito com a proibição. Talvez, em países onde de fato exista uma educação sólida, um Estado eficiente e uma polícia íntegra, a legalização se aplicaria. Sendo assim, tudo que fosse regulamentado em lei seria cumprido, e se começarmos a analisar pelo nosso Congresso Nacional, trata-se do primeiro exemplo contra essa teoria utópica.
            A descriminalização da maconha seria a solução? A meu ver não, uma vez que o uso de drogas não é apenas uma auto-lesão, aqueles que não podem bancar o consumo, acabam cometendo delitos para alimentar o vício. Muitos dizem “a maconha não vicia!”, depende, depende das condições do usuário.  Surge através disso também, a teoria que legalização acabaria com o tráfico. Não acho, apenas mudaria o foco, aquele que antes comprova a droga nas comunidades por que se tratava de uma substância ilícita, continuará a comprar na comunidade por que não será tributada. O traficante apenas mudará o ramo de atuação.
            Outros afirmam que os presos por envolvimento com drogas ilícitas estão superlotando às penitenciárias brasileiras, e que o dinheiro gasto com a repressão ao tráfico seria melhor gasto com educação conscientização e saúde. A culpa não seria no nosso sistema penitenciário que também é falho? Temos plena consciência que somos um dos países com maiores números de tributos, impostos e tarifas, este são de fatos aplicados na sociedade? O imposto da maconha seria mais um desses que o brasileiro pagaria sem retorno algum, mais uma utopia da legalização.
Dizer que irão ser utilizados os tributos provenientes da maconha para conscientização, é como dizer, “olha vamos legalizar para você poder usar, e com esse dinheiro investir na educação, para informarmos que usar drogas é ruim”. Legalizar, descriminalizar não é o caminho apenas porque se trata de uma droga “popular”. Educar sim, e verba esse meu Brasil tem de sobra, só está escondido pela corrupção.

            Fugindo do ponto de vista legal, a banalização hoje é algo assustador nas sociedades, o culto ao corpo, drogas (lícitas e ilícitas), consumismo irracional, estão destruindo valores como família, trabalho e religião. Institutos como a “marcha da maconha” não podem ser considerados crimes, por que se fosse, é ferir o direito de reunião e de livre expressão do pensamento, se fosse assim voltemos à ditadura. O que me incomoda e me entristece é a banalização, a perda de valores. Por que cultivar algo prejudicial? Há tanta coisa boa para ser discutida para ser buscado em nosso ordenamento jurídico e em nossa vida pessoal. Os valores morais, sociais, ou religiosos entraram em desuso. Caso que se analisarmos bem, é melhor mesmo ser démodé, ultrapassado.

Sou démodé, e você?

domingo, 17 de março de 2013

Procura-se mecânica.

    O que me chateia é a falta de atenção. Atenção não são beijos. Sexo. Muito menos dizer "eu te amo". Hoje, essas três palavrinhas M Á G I C A S, são USADAS para solucionar qualquer "defeito", erro ou problema. Como dizia minha querida avó, "tapar o sol com a peneira". As pessoas não sabem conjugar o verbo, identificar os sujeitos. Na frase "eu te amo", o pronome "te" deveria ser substituído pelo "me". Nada contra amor próprio, pelo contrário, sou ferrenha defensora. Egoísmo é que é o problema. Se os sujeitos não se encontram, imagina só, conjugar o verbo. Eu sei, como sei, não é fácil. Então, tente outro verbo, outras frases, nas piores outro sujeito.
    Amar vem de vários verbos, respeitar, confidenciar, compartilhar, compreender, somada a várias palavras, como carinho, amizade, cumplicidade. Se você não conjugou os primeiros verbos, não conhece as palavras, nem tente conjugar amar. Tente outra vez, mas comece do início. 
    É como dizem, "amor é a gasolina", que de nada vale, se não houver o motor, as rodas e todo o resto. Sei que tem tanta gente que me ama, mas me perdoe, meu tanque já está completo, longe de mim rejeitar amor, mas venha com todo o resto. Só a gasolina já não me move mais. Preciso da força do motor, do alicerce e movimento das rodas, o conforto dos bancos, o calor do aquecedor. Se for para me amar me ame por inteiro. É que ser sempre o carro completo vem me desgastando, quero sim ser, sou, gasolina, motor, roda e até step. Mas seja também, de eu te amo meu motor já está engasgado.
No fim acho que estou precisando de manutenção, talvez eu esteja quebrada. 

quinta-feira, 7 de março de 2013

A minha história.

    Dizem por aí que a vida é um ciclo. Dizem. A minha trata-se de uma coleção. Uma coleção de volumes. 
    Bem, cada livro, volume, tem lá a suas paixões, dramas e até crimes. Outros mais, outros menos. Sei que alguns deles são chatos e até entediantes. Em compensação sei que tem aquele bem divertido. Tem uns que a gente lê com coração na mão, esperando pela vitória da mocinha. No final é uma droga, péssimo, ela sofre, faz burrada, e a sensação que temos é que aquela história acaba ali, assim, meio triste mesmo. De repente..." Tchanam", lança-se um novo livro, com uma história inédita pela frente. 
    Sei que existe um editor, lá em cima. Mas a protagonista tem total livre arbítrio. Tem vilões, coadjuvantes, protagonistas e figurantes. Tem romance, drama, paixão e comédia. Comédia, tem sim que ser divertido viver.  
    Acredito que encerrei mais um volume. Nenhum best seller, mas na minha humilde opinião, muito bom. Com várias participações, umas especiais outras nem tanto. PARTICIPAÇÕES. Logo nesse  novo volume não entram mais. É fato que pro novo que vem surgindo, novas chegaram, até então super especiais, vivo conversando com editor, pra quem sabe ele permitir se tornarem protagonista também. 
    É, tem o mocinho. Que as vezes até se torna vilão. Mas quem é que disse que meu papel é exclusivamente de ser a mocinha?! A verdade, verdade mesmo, é que do volume anterior pra cá, a história deixou de ser só minha, dizem que a gora é nossa. Gosto disso. 
    Sei que tem gente que acompanha minha história. Gente que torce. Outros que leram algum volume e não gostaram, logo nem querem saber da coleção. Não querem um momento que dirá uma vida. E tem gente, gente que nunca leu e não se interessa. Isso não importa, tem tanta história boa esperando para ser lida por aí. 
    Tenho muitos planos para esse mais novo volume, apenas planos, não o roteiro. Sei que meus planos devem coincidir com os do meu editor. Mas se vale adiantar os meus, são ótimos. 
    Vem aí mais um novo capítulo, uma nova história, da minha coleção, da minha vida... AGUARDEM!!!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Troque a lente


Há dias venho tentando escrever. Digitar quaisquer palavras. Rabiscar qualquer poema. Nada sai. Os textos no caderno novo, do semestre atual, nenhum é meu. Nenhuma música nova me agrada. A playlist mais tocada são canções antigas. Parei no tempo. Parei? A verdade é que muita coisa mudou desde os últimos textos. Mudou não, se reafirmou. É que fica chato dizer, escrever sempre a mesma coisa. Daí eu percebi que o que eu sempre queria chegou. Levei um tempo pra enxergar, aceitar. E quem sabe escrever sobre conquistas do que apenas desejos. Maturidade talvez seja a palavra.
Tenho que admitir, que além dessa possível maturidade, uma infantilidade me trava. Medo. Ando neurótica. Me apego em santos e orações.  Alguém me disse: quanto menos melhor. Menos saber de mim. Bom, se isso é verdade, você não deveria estar lendo esse texto, e minha conta no facebook deveria ser cancelada. É fato que grandes males se dão por conta disso. Mas atribuir a maioria dos desacertos da minha vida a isso já é de mais.
O medo tamanho é devido a tanto que me custou. Tanto de mim. Por tudo que passei. E que por isso conquistei. Acredito sim, que mau olhado pega. Praga atinge. E desejos ruins se realizam. Quando a gente permite. Quando a fé é pouca. E o nosso medo passa a ser aliado do mal. Da dor. Por tão pouco existe inveja.  Praguejar a vida alheia é mais fácil que buscar a própria felicidade.
Perdi pessoas. Por tanto medo prejudiquei relacionamentos meus. Vi que a fé era pouca. Pedi. Pois aquele que tudo vê, sabe, sabe do meu amor. Da minha luta. Fraquejei eu sei. Mas ele deu-me forças. E quem tinha que ficar ficou. Quem tinha que voltar, voltou. E quem não fazia bem se foi. E através da minha fé peço todas as noites que tudo isso que conquistei seja protegido. Protegido de todo mal. (AMÉM)
Tudo depende de nós. Da nossa fé. Seja em Deus. Seja no amor. Seja em nós mesmo. Fé no bem. Fé em como enxergamos cada situação.  Posso ter o melhor namorado do mundo, ele será o pior se eu quiser enxergar. O dia está lindo e só vejo cinza. Estou cercada de soluções, mas meus olhos só encontram problemas. Tudo depende de como você encara a vida. A gente vê aquilo que queremos enxergar. Eu via inveja e sofri pela inveja. Por tanto medo de perder até perdi. Abri os olhos... a tempo. Agora quero ver paz, amor e proteção.
Troquei a lente do medo pela lente da fé. Fé que por mais que tentem me derrubar, minha fé, me segura.


"Quem Deus abençoa, ninguém amaldiçoa."

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

FELIZ aniversário.


Tenho 21 anos. TENHO 21 ANOS. Meu Deus, lembro dos 15 como se fosse ontem.  Obrigada papai do céu por ter chegado até aqui. Com tanta história pra contar, tanta que criei até um blog. HAHAHAHHA' Qualquer um que me conhece bem sabe a minha fissura com aniversários, natais e datas comemorativas.  Muita gente acha graça, a maioria bobagem, outras ignoram. Olha, amigos e afins, não é por que eu gosto tanto assim que acho que vocês tenham que gostar também.
Vivemos nesse corre-corre, assustamos já é natal, piscamos e já estamos dançando quadrilha. Nessa correria da vida, posso afirmar pra maioria, que deixamos abraços pra trás, carinhos, afeto. Não por falta de amor, mas por falta de tempo. Que se tivesse pra vender, seria o bem mais caro do mundo.

Trabalhamos, trabalhamos e trabalhamos. Construímos patrimônios  imensos. Buscamos nossa tão sonhada vida estável. O problema é essa estabilidade só.  Casas lindas e vazias. Contas bancárias cheias, e ninguém para presentear. Cadê gente, os natais fantásticos, aqueles que fica cheio de histórias pra contar, cadê família reunida? Cadê? Cadê os aniversários com chapeuzinhos, com brigadeiros, que foram feitos provavelmente por meninas que passaram o dia se divertido sujando a mão de manteiga e comendo raspa de chocolate na panela? Aposto que manteiga e brigadeiro é melhor que qualquer hidratante importado por aí.
Gosto de abraço, de mensagens nas redes sociais. De ligações. De presentes. De surpresa. DE PRESENÇA. Gosto de amor. Carinho. Sorriso. Como dizem "de um exército de gente feliz". Gosto de gostar disso. E isso, de mim ninguém tira. 
Obrigada por cada abraço. Cada recadinho. Cada telefonema, presente. Cada carinho. Impossível descrever em palavras a alegria que ainda toma conta de mim. É tão bom começar mais um ano de vida assim. E que venha os 22.  E que o percurso até ele, seja tão maravilhoso quando foi meu dia 05/12/2012. 



terça-feira, 13 de novembro de 2012

Tem dias.


Não me peça para explicar.  Talvez seja por que acordei com pé esquerdo, ou tenha passado de baixo da escada no dia anterior. Será que vi um gato preto e não lembro? O fato é que não sei explicar exatamente o porquê. Mas tem dias que acordo de ovo virado. Indignada. E se me permite dizer até insatisfeita.
Minha tia costuma dizer que vou enfartar se não parar com essa mania chata de me desesperar com as coisas.  Quando no fundo está tudo controlado na medida do possível. O problema maior é que eu insisto em achar que posso controlar tudo. Logo o problema está em mim, não nos outros.
Se vocês analisarem bem, está tudo “normal”. Tenho quase 21 anos. Adoro meu trabalho. Faço o curso que gosto na faculdade. Tenho um namorado e nos damos super bem. Tenho alguns amigos, nem tantos, mas os fundamentais. Meu corpo não é o mais bonito, nem o mais feio. E se vale citar gosto do meu cabelo. Meu pai me defende do mundo. Eu e meu irmão nos damos bem e até passamos domingos vendo filmes na sala. Mamãe vive fazendo as comidas que gosto pra quando eu chegar faminta da faculdade.  Tenho um cartão de crédito que não é ilimitado, mas dá pra comprar umas coisinhas que gosto por aí. Bebo bebida alcoólica socialmente, mas não bebo refrigerante. Faço regime de segunda à sexta, mas vivo de sanduíche pizza e chocolate nos finais de semana. Sou boa aluna. Vou à igreja aos domingos, não tanto quanto deveria, mas vou.
Expliquem-me por que os dias indignada e insatisfeita. (?) Tirando a normalidade do texto, nesses dias, me irrita pensar que tenho quase 21 e ainda nem tirei carteira de motorista. Que meu trabalho é ótimo, mas não é na minha área. Que às vezes ainda me chateia ter pedido aquela etapa aberta da UFMG. Que você me irrita profundamente com esses seus atrasos, por mais que eu tenha aprendido a entrar no carro e só dizer “olá”. Não se trata de chatice, eu até já aprendi a começar a me arrumar somente na hora que você marcou estar lá em casa, mas é que o relógio do mundo não funciona a favor do seu.  Amigos, vocês deveriam entender, compreender, da mesma forma que eu já sim, compreendi cada momento de vocês. Telefone funciona para os dois lados, parem de achar que troquei vocês por namorado. Me liguem para perguntar o que de fato esteja acontecendo na minha vida ao invés de concluir coisas absurdas. O meu amigo instrutor vive dizendo para eu criar vergonha acordar mais cedo e ir pra academia, agora que faltam dias pra ir pra praia com namorado me mata saber que meu amigo sempre teve razão. Pai, mãe, foi vocês que se separam, por favor,  sou só a filha mais velha ok?  Augusto cresça e, por favor, ponha a roupa suja no cesto. NO CESTO, isso não significa nos arredores. Por que Deus minha fatura vem tão cara se eu não comprei se quer metade do que eu queria? Celulites por que vocês insistem em aparecer, eu não bebo refrigerante PORRA. (?) Papai do céu, sei que fiz aquela promessa de chocolate, mas da pra liberar leite com tody?

Pensando bem, deve ser só TPM. 

domingo, 14 de outubro de 2012

Blá blá blá de feriado.

Escrevi, reescrevi, apaguei. Escrevi. No início as palavras me faltavam. Gritavam ao mesmo tempo. Queriam sair. Por que antes de palavras, eram sentimentos presos. As vezes acho que escrever nada mais  é do que eternizar sentimentos. Mas é tudo que queremos eternizar? - Se você foi rápido logo pensou, se não quiser é só apagar, apagar textos em cartas, folhas, bilhetes, blogs. Mas é que antes de serem escritos nesses meios, esses textos foram escritos na alma.  
Queria não falar do meu pai, em como ele me fere com ausência. Estou me ferindo também, por não dar presença, presença de graça, por não dar o primeiro passo. Por que insisto em pensar que são pais que ensinam seus filhos seus primeiros passos, independente de quais passos sejam Queria não falar de você, de como o que não se diz, me machuca tanto. Queria não falar do abismo que existe entre nós, de como eu luto para construir uma ponte. Mãe, será que você também luta? Queria não dizer sobre a falta dela, de como a vejo indo embora sem dizer adeus. Queria que ficasse. Eu também sinto saudades. 
Queria não falar. Falei.

Talvez quase uma hora se passou depois da última palavra do parágrafo anterior. Talvez por que não sei bem do queria eternizar aqui, tentei inverter os papeis. Tentei organizar os fatos dentro do peito, trazer pra cá, por que assim saberia o que era pra ser eternizado. E o que não fosse, bom, o que não fosse eram apenas lembranças que se apagariam com o tempo, por que de um jeito ou de outra, não foram dignas de ficar. Me pergunto se fiz as escolhas certa. - Escolha, realmente tenho? Me lembrei de como alguém detesta narradores que conversam com seus leitores, minha vontade foi de apagar o texto todo e tentar talvez em outra hora, ou outro dia, talvez não havia nada pra ser eternizado. Ei espera, me desculpe vou ter que conversar com você. É você. Ou não reparou que acabei de eternizá-la?

Qualquer pessoa da minha idade estranharia meus três últimos dias. Eu não tive o feriado mais divertido, admito. Mas me permitir ficar dois dias sem escovar os dentes, comer uma panela de brigadeiro sozinha, sujar toda a cozinha para preparar o melhor macarrão de todos os tempos. (rs) Dormi com a Tv ligada, andar pela calça de calcinha e blusa da minha banda preferida da adolescência. Quando resolvi enfrentar o chuveiro, tenho certeza que se alguém me ouvisse cantar me chamaria para o The Voice. C E R T E Z A. Senti medo da madrugada, desejei você pra me abraçar. Desejei estar nos braços do meu pai e que estivesse me tirando do sofá e me colocando na cama. Desejei ter minha mãe no quarto ao lado, pois sentiria coragem de por ela enfrentar qualquer coisa. Mas não havia ninguém, só eu e o resto da madrugada. Escolha minha estar aqui, sozinha, é, eu sei. Precisava me sentir mas eu, para poder de fato me doar a vocês. Para quem sabe dar o primeiro passo, pular o abismo com um salto, te trazer de volta, e abrir os olhos para realmente ver o que você grita com gestos, não com palavras. Por que acho que as palavras, as palavras se entendem mais comigo talvez.

Foi divertido. Precisava disso. Precisava ser só minha. Para assim entender o quanto eu preciso de vocês. Aqui, comigo. 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Direito, direito.


São tantos desabafos, lá vem agora MAIS UM. Queria expor aqui a minha INDIGNAÇÃO quanto a desvalorização do meu curso. É, desvalorização, tomara que meus professores não leiam isso. Ou se lerem, por favor, tentem compreender. Em um semestre anterior, um ex-professor perguntou o que gostaríamos de “fazer com o curso”, metade da sala disse a resposta óbvia: Concurso público. Ei gente, só pra deixar claro rápido, não tenho nada contra isso, pelo contrário, até penso em tentar alguns. O que me deixa triste e até indignada é a forma como meus colegas de curso enxergam o curso. Pra uns, torço que não pra maioria, é ir lá, formar, passar em um concurso com um salário gordo e viver a tão sonhada vida estável. Longe de mim não querer essa vida também, quem não quer não é mesmo? Mas dá pra ter isso colocando em prática tudo que aprendemos, e quando digo TUDO, não digo só ir lá e aplicar na prova do tal concurso as matérias que aprendemos e passar em primeiro lugar, e sim aplicar os valores que tanto são repetidos nas nossas aulas de Constitucional, Direitos Humanos, Cultura Religiosa e todas as outras.
          Longe de mim ser a melhor aluna, ter as melhores notas ou se quer ser  destaque acadêmico. Gostaria de ser a melhor, não sou talvez por falta de tempo ou até por falta de competência. Mas de algo posso me orgulhar, sei que posso. Vejo o meu curso muito mais do que isso, do que um diploma que me gere lucro, que me gere dinheiro. É claro que isso faz parte, faz parte não, é o principal, não quero ser herói de ninguém. Mas repito, é mais do que isso. Mais do que formar e sair por ai indenizando todo mundo por danos morais. Virou moda isso agora né?
          Falando de um outro ex-professor, AH esse professor, talvez ele não sabia, ou talvez não agradeci o quanto deveria, mas graças a ele e sua pergunta de prova valendo 0,5 décimos, se havia alguma dúvida quanto ao meu abandono da Engenharia Mecânica para o Direito, depois das suas lindas e breves palavras no pé de página da minha prova, que me arrancaram lágrimas, hoje dúvidas não restam mais. Nasci pra isso, disso não tenho nenhuma dúvida.  Obrigada professor!
É triste quando digo que pretendo ser professora, que meu sonho é dar aula e alguém me diz: “Tá, mas como você pretende ganhar dinheiro?” – Também quero advogar e quem sabe até um concurso público, mas isso são cenas pros próximos capítulos, confesso que sou apaixonada pelo direito Constitucional e pelo Direito Penal. Se for pra puxar saco vou puxar dos dois. Queria agradecer a todos os professores que dão boas aulas, pois eles alimentam meu sonho. Agradecer por não deixar o Direito perder seu brilho, por me mostrar que é completamente diferente do que cresci ouvindo do meu pai, que quase morreu de desgosto quando larguei a mecânica, e por  me permitir faze-lo orgulhar-se da filha "quase advogada" que tem. Graças ao que aprendi com vocês.  E aqueles que não dão, de todo mal não é, afinal ,aprendo a estudar sozinha ( Rs).
Não sou a melhor aluna ou melhor pessoa, nem serei a melhor advogada, mas quero ser, e querer e fazer por onde ser, muda tudo. Já tentando exercer a minha futura função, vim defender o curso que tanto gosto, sei que não usei a melhor defesa, mas é onde até então eu consegui chegar. Nós, jovens, somos o futuro do nosso país, é clichê, mas quem disse que clichês não são verdades? Reclamo das aulas de cultura religiosa,  aula de filosofia pode até não ser a minha preferida, posso ter matado algumas aulas, ou criticado outras, mas eu tento ao máximo entender o que cada aula me propõem, o que os livros me ensinam, do bom e do ruim. Pra quem sabe assim, fazer um futuro melhor pra mim. Mas vale lembrar, não vivo só. Por que você não faz o melhor pra você também, aí fazemos o melhor juntos? 
Direito todo mundo faz só não faz direito né?

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Ei você.


Ei você, ignore minhas crises de solidão, ignore minhas palavras frias.  Ignore meus olhos que nesses dias sempre desviam dos seus. Não pergunte de novo se eu não responder na primeira vez.  Dizer “nada” várias vezes, só aumenta a raiva ou a tristeza que está em mim, que não é por culpa sua, mas os “nada” mal humorados acabam sendo seus. Me desculpe. Já disse, não é você. Segura a minha mão, mesmo que ela tente escapar de seus dedos, segura forte. E se não adiantar, me abraça. Não me deixa fugir e me esconder em um canto qualquer, sozinha. Abraça forte, ignore minhas pernas que tremem. E quando eu não conseguir mais tentar fugir, me olha nos olhos, bem fundo. Me hipnotiza. Apenas diz que está do meu lado. No final é só isso que eu preciso ouvir. É difícil admitir que preciso de você, quando passei uma vida não precisando, sempre foi eu e só.  No final vou acabar dizendo, talvez em lágrimas ou vomitando palavras de uma vez sem respirar. Passei uma vida tentando não dizer. Ainda estou aprendendo como se diz e que no final posso me dar ao luxo de ser cuidada, mas que pra isso acontecer preciso admitir pra eu mesma que PRECISO ser cuidada.  Ei você, cuida de mim?  

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Rabiscando na aula de TPG


Entrei correndo na sala. Como sempre, procurando você. O primeiro sorriso universitário do dia  é sempre seu. Minto, algumas vezes o segundo. É que tem dias que você fica com o segundo, por que o primeiro fica pro moço da cantina, que sempre ri sobre o meu pedido: Um yogurt e dois chicletes. Não tem como não sorrir pra ele. O yogurt é para acompanhar meu remédio e os dois chicletes, bom, dos dois chicletes surge a história de hoje.


Vinte poucos anos e dois chicletes

Calor. TPM. MUITA TPM. Regime. Fatura do cartão. Salão. Salário. Coisas que se você analisar bem é o inferno astral de qualquer garota de vinte e poucos anos.Um dia cheio de trabalho. Véspera de prova na faculdade. Semana de feriado pra passar com namorado. Me perdi por alguns segundos ou mais, vendo fotos na internet. Pessoas que conheci que perdi, ou já quis conhecer. Ri das minhas fotos. Me dei conta de quantas coisas já fiz sem pensar, ou fiz e não deveria por ter pensando de mais. Doeu ver fotos de amigas que perdi. Perdi por erro meu, eu sei. Erro que talvez seja, o maior arrependimento que hei de carregar. Pra sempre. Também sei. Achei graça de fotos de desconhecidos, e até invejei a pele bonita da menina do colégio antigo. Admirei nossa foto, ainda com dúvida se ponho ou não como capa do facebook. O telefone tocou. Realidade mandando mostrar serviço. Trabalho. Leio algumas páginas do caderno pra prova do dia seguinte. Trabalho.
Ligo pro salão e resolvo cortar o cabelo e fazer a sobrancelha. Não para agradar o namorado, que só veria diferença se eu fizesse um moicano estilo Neymar e pintasse as sobrancelhas de vermelho. Só resolvi pra me sentir leve. Ah, coisa de menina sabe? Mas se vale contar aqui, mataria a minha cabeleireira se tivesse porte de arma.
A caminho da faculdade pensei no regime que nunca sai. Das prioridades pro salário do mês, que em todos os meses, são prioridades de mais pra pouco salário. Percebi o quanto tais prioridades são pensando no meu futuro. Me orgulhei da mulher que venho me tornando, até me envergonhei de atitudes de adolescente que já cometi. Passado e futuro bagunçando minha cabecinha. O sinal fechou lembrando que no presente eu estava era bem atrasada pra aula.
Vi que meus vinte e poucos anos foram bem vividos. Algumas vezes nem tão “bem”, mas bem ou mal, vividos. Agradeço a Deus por isso. Pois fez de mim o que sou hoje, fazendo pensar em quem ser amanhã. Abri a porta correndo dei boa noite pro professor olhando o fundo da sala, sorri. É que ontem me fez estar aqui, e que hoje compro dois chicletes para o que pretendo ser amanhã.
Pra você, um sorriso e um chiclete ; )

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

                                        Tem certas coisas que eu não sei dizer.






Não precisa dizer nada eles nunca vão saber.




terça-feira, 7 de agosto de 2012

De 30 dias para um milênio.



Sufoco. Angústia talvez. E até um pouquinho de dor.  Uma felicidade nova. Extrema. Eu diria até plena. Ciúmes. Raiva. Medo. Uma amizade que vale mais do que eu consiga calcular. Gratidão. Carinho. Cumplicidade.
Foi muita coisa pra sentir em 30 dias. Nesse congestionamento de sentimentos, alguns acabaram colidindo. Por mais que tentasse manter um fluxo estável, era mais do que eu realmente pudesse suportar. Procurava um sinal vermelho que parasse. Alguém que multasse. Aquele sentimento não deveria estar ali. Não havia retorno. Era uma via de mão única.
Como doeu abandonar uma vida que sempre foi minha. Por mais que insistia em dizer que me tomaram a verdade é que abandonei. Abandonei por que foi preciso. Por que doeu. Por que ele machucou tanto, que foi difícil cicatrizar. A sombra daquela árvore tentava de alguma forma me abraçar. E o vento que soprava, esfriar os pensamentos que queimavam em minha cabeça. No quarto, dormindo, estavam talvez às pessoas que mais gosto na vida. Mas eu precisava estar ali. E chorar, chorar tudo o que pra você pai, eu gritei. Repassei minha infância naquela terra. Lembrei cada passo do meu irmão mais novo. Recordei cada sorriso simples. Doeu saber o quanto perdi momentos com pessoas naquela cidade que amo. Mas aí o sol acabou batendo no rosto.  Forte como era os raios de sol, eu me lembrei que também estava sendo, só por estar ali. Lugar que eu jurei até não voltar mais. E de todas as minhas promessas, foi essa, a minha mais insana. Amava todo aquele lugar, e a felicidade que senti por estar novamente ali e com as pessoas que trouxe comigo era maior que tudo isso.
Contar minutos. Esperar um telefonema. Desejar você por perto. E quando estar, sentir ser melhor do que qualquer desejo. Ser a realidade melhor que qualquer sonho. Uma felicidade que eu não acreditava existir. Uma felicidade plena.  Eu ainda não sei dizer muito, há muito pra viver. Logo tanto pra sentir.  Vou roubar uma música que talvez facilite. “Pra você, guardei o amor que nunca soube dar.”
Ei vocês, vocês são o meu porto seguro. E por mais que eu sinta uma pontinha de ciúmes, tente entender, perder vocês, é perder dois amores de uma vez só. Estou tentando me manter de longe, é que eu sei que amor tem dessas coisas, de querer saudade. E de saudade o amor de vocês já tem de mais. Só queria que soubessem que de torcida eu sou a número um.
Chatisse, seu eu pudesse te roubava pra mim. Te colocava no colo, e brigaria com qualquer um que quisesse roubar a sua paz. Obrigada por ver, o que na maioria ninguém enxerga. Não sei como você faz isso, mas sou eternamente grata. Por ver em mim, o bom o ruim. E gostar de mim, assim, de graça.
Foram copos e mais copos. Confusões. Risadas. Músicas. Abraços. Foram livros. Foram tardes com minha tia/mãe/amiga. Filmes. Foi saudade. Calmaria. Diversão.  Ainda tá tudo assim, meio fora do lugar. Estou começando a achar que deve ser assim.  Um congestionamento necessário. Estranho é sentir, que por nada ter tanto sentindo, minha vida parece ter sentido total. Procurar a felicidade é uma busca sem razão. Ela é que sempre te encontra.

Então que venha dezembro. Aliás, que venha o próximo amanhecer ; )

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Amor



Amor, tudo aquilo que escondo entre minhas palavras tortas em todos meus textos perdidos. E se analisarmos bem é sempre o motivo pra maioria deles. E mesmo que não seja explicito. Fica sempre subentendido. Sinto que para falar dele precisaria roubar um pedacinho de cada texto. Não que seja só isso. Mas é que são tantas definições que elas se fragmentam. Em momentos. Pessoas. E o que não é o meu blog se não uma descrição de momentos. Pessoas. É o meu amor. E não digo uma pessoa. E sim meu jeito de amar. Talvez seja este o fato de não haver uma definição certa. Por que a conjugação muda de acordo com sujeito. Sujeito que sofre a ação. Sujeito que ama. Não da pra definir o amor. Cada um ama do jeito que sabe amar. Já contei que o amor é isso. O maior de todos os paradoxos. Que machuca. Que cura.

Te amo. Te odeio. De todas as formas que amo, essa é com toda certeza a mais complexa. Odeio cada parte do seu corpo. Da mesma maneira que morreria por ele. Por cada molécula. Por cada órgão. Te amo por tudo que foi. Por tudo que é. Te odeio por aquilo que não foi. Por aquilo é e que gostaria que fosse diferente. Te amo pai. Te odeio. E nosso caso vai ser sempre assim, essa eterna história de amor e ódio.
Tem todos aqueles amores que conjuguei do jeito errado. No tempo errado talvez. Ou talvez ate errei o verbo. Mas era amor. Foi amor. Bobagem minha, ou sua, em dizer que amores “acabados” não foram amor.  Quem foi que disse que amor tem que ser pra sempre? Louco é quem criou essa regra. Deixou de viver outros amores. Feliz foi quem achou um amor pra sempre. Paradoxo gente. Paradoxo. O importante é amar. O que não foi, não foi por um motivo. O que foi, valeu a pena. Se não valeu, aposto que veio outro amor pra recompensar. E o que foi era necessário para mostrar o quanto o novo é especial. Mas era amor. Torto, errado, mal acabado, mas amor. Amor necessário.
Passei tempo de mais não querendo amar. O problema das pessoas foi pensar que não amei. Talvez por medo. Quando digo amar, posso estar falando de homem, familiares ou amigos. É que dói perder pessoas pela vida. Então pensei. Como perder aquilo que não tenho? O problema é que amar não é uma opção. Por mais que passei tempo de mais pensando que fosse.
O bom de tudo isso é que aprendi a valorizar. Menos é mais. Prefiro alguns a todos. Valorizei meu “eu te amo”. Eu te amo, anda meio desvalorizado no mercado.
Lendo assim parece que sei bem do que estou falando. Tenho auto controle e tudo mais. Só que não. Não tenho. Amor é tudo que menos sei lidar. Não com amor dos outros. Mas com o meu. Sou desajeitada. Completamente desajeita.
Saiba pai que digo te amo a cada vez que tento orgulhar você. Te amo mãe, em cada vez que tento te ajeitar para você sair bonitinha por aí. Amo meus amigos, em cada piada que faço, é que tento dizer com sorrisos. E amo você, em cada olhar. Acreditem, não sou boa com as palavras. Faladas.

Amor. O que mais temo. O que mais tenho. O que menos sei lidar. O que mais quero compartilhar. Esse eterno e complicado paradoxo. Meu maior medo. Maior desejo.






amor |ô| 
(latim amor, -oris
s. m.
1. Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atracção; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa (ex.: amor filial, amor materno). = AFECTO ≠ ÓDIO, REPULSA

2. Sentimento intenso de atracção entre duas pessoas. = PAIXÃO

3. Ligação afectiva com outrem, incluindo geralmente também uma ligação de cariz sexual (ex.: ela tem um novo amor; anda de amores com o colega). (Também usado no plural.) = CASO, NAMORO, RELACIONAMENTO, ROMANCE

4. Ser que é amado.

5. Disposição dos afectos para querer ou fazer o bem a algo ou alguém (ex.: amor à humanidade, amor aos animais). ≠DESPREZO, INDIFERENÇA
6. Entusiasmo ou grande interesse por algo (ex.: amor à natureza). = PAIXÃO ≠ AVERSÃO, DESINTERESSE, FOBIA, HORROR, ÓDIO, REPULSA
7. Coisa que é objecto desse entusiasmo ou interesse (ex.: os livros electrónicos são o meu amor mais recente). = PAIXÃO
8. Qualidade do que é suave ou delicado (ex.: faz isso com mais amor). = BRANDURA, DELICADEZA, SUAVIDADE
9. Pessoa considerada simpática, agradável ou a quem se quer agradar (ex.: ela é um amor; vem cá, amor). = QUERIDO
10. Coisa cuja aparência é considerada positiva ou agradável (ex.: o quarto dos meninos está um amor).
11. Ligação intensa de carácter filosófico, religioso ou transcendente (ex.: amor de Deus). ≠ DESRESPEITO
12. Grande dedicação ou cuidado (ex.: amor ao trabalho). = ZELO ≠ DESCUIDO, NEGLIGÊNCIA





  

domingo, 15 de julho de 2012

Eu só queria. . .



Eu só queria que eu pudesse ser com você o melhor de mim. Que você tivesse o meu maior amor, meu melhor beijo, fosse meu maior desejo. Eu só queria não precisar ser o que insisto em ser. Queria ser a menina que guardei, escondi, mas que um dia eu hei de ser. Ser assim pra quem há de merecer. Eu só queria que esse alguém fosse você... Não é. Mas posso jurar, que pensei que fosse. 





Eu, só, queria. " Mas sozinho só eu não consigo", já dizia a canção. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Enfim consegui juntar as palavras soltas.

        O que mais me intriga é a falta de palavras. Por que o silêncio me assusta. Mesmo sendo minhas palavras mudas. Estou cheia de dúvidas. Logo eu que sempre trabalhei com certezas. Dúvidas que são em si respostas. Por que o fato de possuir certeza sobre você, sobre ser você é devido ao fato de existirem tantas dúvidas. Eu vivi toda uma vida com certeza de mais. 
 A vontade que eu tenho é de te morder até sangrar. Esmurrar o seu peito por todas as vezes que parece não ser eu. Dar o meu melhor golpe e nocautear você. Gritar. Gritar tudo que escondo atrás das minhas palavras tortas. Chorar todas as lágrimas que devolvi pra mim, mas que no fim são suas. Por que o que me dói tanto é na verdade o que eu nunca disse. E o que você não diz já não me importa mais. É o que eu sinto que me incomoda tanto. É o sentir. E o não saber o que fazer com isso. Me enlouquece. Me põem a prova, mas eu não sei exatamente o que provar. Pra quem provar. Eu crio segredos sobre mim, que eu já nem mesma sei como desvendar. Tornam-se segredos até pra mim. E dói.
          Não sei se fico não sei se vou. Vou. Ir vem me levando. E o que me assusta é que fui sem saber pra onde. Estou indo. Nunca fui sem saber o destino. Isso me instiga. Me amedronta. Me move. Já não me importa pra onde. Nem mesmo se terei que voltar. O importante é que fui.
       Essa dor que eu sinto, dor gostosa. É um paradoxo. Onde já se viu dor gostosa? Por que amor deve ser assim. O maior de todos os paradoxos. Por que amor machuca e cura. Pode ser que machuque. Irão curar. Com mais amor. Um amor que cure o amor que não foi.  Pode ser você. Você que machuque. Você que cure. Mas isso também não importa.
       Vou contar o que de fato me importa. É que finalmente criei coragem. Coragem pra cair. Sofrer. Sorrir sozinha. Falar com olhar. Rir até a barriga doer. E chorar quando a dor for dor de doer mesmo. Por que finalmente apostei. E já me ensinaram que quando se aposta, ou se perde ou ganha. Estou disposta. A perder. A ganhar. Mas apostei. Já vi que o fascinante é jogar e não o resultado. Resultado é só final e o final, bom, o final é só no final. Escrevo outro texto sobre ele. Agora estamos no percurso.

A verdade é que criei coragem. Coragem para amar. E o que vem depois. Depois a gente vê.






“Eu não procuro alguém pra pertencer e ter posse, só quero uma fonte segura de amor que não dependa das obrigações, das falas decoradas, dos scripts prontos. Eu sei que eu abri mão de várias oportunidades. Sei que fiz pouco caso do amor que me entregaram de maneira pura e gratuita, só porque eu achava que podia encontrar coisa melhor. Se as pessoas estão sempre indo e vindo, eu só queria alguém minimamente eterno em sua duração, que me fizesse parar de achar normal essa história de perder as pessoas pela vida.

Vou embora querendo alguém que me diga pra ficar. Estou sempre de partida, malas feitas, portas trancadas, chave em punho. No fundo eu quero dizer "Me impede de ir. Fica parado na minha frente e fala que eu tenho lugar por aqui, que não preciso abandonar tudo cada vez que a solidão me derruba. Me ajuda a levar a vida menos a sério, porque é só vida, afinal”


sábado, 30 de junho de 2012

Tá tudo explicado.

"A mulher de Sagitário: Originais, essa é a palavra. Nem sempre ela dirá o que você quer ouvir, na maioria das vezes vai deixá-lo arrepiado com suas observações francas e desconcertantes. E de vez em quando te dirá coisas tão maravilhosas que te fará dançar de felicidade. Essa é a sagitariana. Sincera, sarcástica e independente. Não tente mandar nesta mulher. Se nem seu pai consegue dominá-la, nãovai ser qualquer homem que vai poder lhe dar ordens. Se pegar muito no pé dela.. Ihh, tchau! Elas não abrem mão da sua personalidade por homem algum, goste dela do jeito que ela é, e se não gostar? Ela vai procurar quem goste. E vai achar rapidinho, garanto. É o tipo de mulher que quanto mais nervosa, mais sarcástica. Ela pode te mandar para o inferno com um sorriso no rosto e ridiculariza-lo na frente de todos como se estivesse se divertindo. Faz qualquer pessoa de bobo da corte e ainda sai por cima como se nem estivesse ofendida. Mas felizes das pessoas que tem uma sagitariana ao seu lado. São eternas crianças! Sempre alegres e cheias de vida, alegrarão suas festas e serão as melhores confidentes. Já repararam que uma sagitariana sempre anda de nariz empinado até que.. Ops, tropeçou, caiu! Destrambelhada e desastrada. Tendem a fugir de relacionamentos por puro medo de se envolver, adoram pagar de duronas insensíveis por medo de machucarem seus coraçõezinhos puros. Mas quer saber? Quando ela se apaixona irradia felicidade, beija gostoso e te faz delirar. Mas não espere que ela te faça juras de amor. Para uma mulher de sagitário mais vale uma ação do que qualquer palavra. Para elas é difícil falar sobre o que sentem. Estar ao lado de uma sagitariana é viver intensamente e acreditar no futuro. Mesmo que incerto."