quarta-feira, 23 de maio de 2012

Coisa de garota.

       Como eu disse em um dos meus últimos post, mulher tem isso, de se reafirmar em textos, frases e canções. Ousei dizer que de teorias, prefiro as minhas. E prefiro mesmo. Mas é que não dá pra negar os hormônios, a progesterona corre nas minhas veias. Graças a Deus. Rs. Não sou nem de longe feminista. Sei que tem toda essa história de mulher moderna. Independente e tudo mais. Concordo, mas olha, os bons e velhos costumes tem lá o seu valor, virou regra agora mulher ser inimiga do fogão? Mulheres querem romantismos, mas se negam a preparar um simples jantar. Como lidar? Troco um buquê de flores por um belo almoço. Acho justo. Combinado?
      E já que é pra falar de coisas de garotas, vim aqui contar que me reafirmei nesse texto aqui. E que sexta-feira a noite pretendo me reafirmar no bom e velho salto alto. Afinal, não posso e nem quero negar minha progesterona. ;)


     " Ela está lá todo dia. É daquelas que se maquia bem, suas roupas são impecáveis e seu perfume é inesquecível – apesar de já terem dito que nunca a viram tão bonita quanto naquele sábado que ela passou o dia de pijama e com o cabelo preso. É inteligente, escreve como ninguém, trabalha, estuda, sai com as amigas e ainda arranja tempo para ir na manicure toda semana. 
     Ela adora gastronomia contemporânea e medieval mas não dispensa uma miojo em noites preguiçosas ou um McDonalds depois da balada. Diz as frases certas e sorri quando gostaria de gritar. Adora crianças e cachorros, quer casar, ter filhos e já pensou em como seria usar seu sobrenome. Mas não se preocupe, ela sabe melhor do que ninguém o tempo de cada coisa.

    Ela é daquele tipinho, sabe? Que gosta de dançar, gosta de curtir, gosta de viver. Ela manda na sua própria vida mas deixa você escolher o cardápio do dia. Quando você diz que não gostou da roupa dela, ela lamenta e usa assim mesmo. Sua opinião, suas escolhas, seu jeito – não tente mudar. Sabe fazer lasanha, ponto-cruz e dengo. Alguns dias prefere champagne e música alta, outros prefere pizza e cobertor. Ela é uma surpresa, ela adora surpresas.

É o tipo que diz preferir dar presentes do que receber, mas seu coração sempre se derrete com aquele laço vermelho na sacola da sua loja predileta. Adora jóias mas dá um imenso valor pra aquela flor que você fez com o guardanapo do restaurante ou aquela rosa que você comprou do tiozinho enquanto ela ia ao banheiro. Todo mundo nota que ela é especial. Ele não nota, ele nunca notou. "




domingo, 20 de maio de 2012

Meu conto de fadas.


Era uma vez uma criança nascida em berço de ouro.  Uma princesa. E como já é de se saber, princesas possuem Rei e Rainha como pais. É prometida a um príncipe encantado, e seu final é ser feliz para sempre. (...) Isso é muito clichê, e disso todo mundo já sabe. O que ninguém sabe é que princesas adolescentes brigam com os pais. TPM faz nascer espinha até mesmo em seres sublimes. Ninguém vê que até o príncipe encantado chegar, beijam-se muitos sapos errados.
Que me perdoem a arrogância, mas vim aqui contar do meu conto de fada. Me julguem se acharem que devem. Sou sim princesa. Pergunte ao meu pai se tens dúvida. Ele vai logo dizer algo sobre a “princesinha” que tem.  Nasci sim em berço de ouro. Meu pai foi um rei autoritário. Para deixar o castelo, ( lê-se: ir para balada), tive que ludibriar soldados, pular muralhas e quase lutar contra dragões. E se dependesse de tal rei, meus vestidos seriam tão grandes quanto são de fato os vestidos de reais princesas dos mágicos contos de fada.  A princesa aqui, vivia em pé de guerra com a Rainha, que de primeira mão aguentou todos os ataques súbitos da adolescência, não da forma que talvez eu gostaria. Não com tanto carinho quanto esperava. Mas não a julguem por isso. Não agora.
Sempre procurei fazer do meu reino o mais encantado, de tudo fazia para que realmente fosse. Mal eu sabia que a realidade assustava quando chegava. E quando no meu reino chegou, fez desastre. Rei e Rainha, não viveriam mais no mesmo castelo.
Como princesa, fui educada pra não errar. E desde pequena criaram a tal princesa coração de pedra, que uns por ai julgam a me chamar de tal apelido. Meu Rei não me permitia erros, pois este gritava não errar NUNCA. Fui criada para ser rainha, errar nunca me foi permitido. Até que um dia ele, o grande rei, errou. Errou tão feio que desejei ser só plebeia. Desejei não ter criado meu mundo encantado. Não ter feito do meu pai um rei, um herói, e apenas um homem.  Mas foi ai que minha Rainha apareceu e como nunca imaginei se mostrou forte que nunca parecia que fosse. E minha mãe não me deixou perder meu conto de fada, e nem me esquecer de que de fato princesa sou.
Mas o que ficou o que é, o que sou, nada mais que uma menina, mulher, garota, dê o nome que queria dar, que cresceu aprendendo a ser forte, a não errar. Já disse, errar nunca foi permitido, e desculpas não foram ensinadas. Desde cedo ter a letra bonita da escolinha, ter a nota boa em matemática. Não perder os jogos do esporte predileto. Passar no curso técnico que o Rei sempre sonhou. Ajudar a educar o irmão. Ser exemplo. Perfeccionista. Crítica. Ser cruel às vezes. Autoritária, por que ser criada no regime autoritarista me fez uma seguidora fiel de tal regime. E não chorar por amor.  Não chorar ... N U N C A.
Há quem leia todas essas palavras e jurem ser uma história triste. Longe disso. Meu conto de fada além de encantado é REAL. Por que eu vivo agora e meu “feliz para sempre” se dá a cada dia que me é permitido viver. Sou sim a princesa coração de pedra como chamam uns, coração de gelo como preferem outros. Prefiro assim, sem errar, com letra bonita em cartas que nunca foram enviadas aos seus destinatários. Controlando sem ser controlada. Fria.
Por que ninguém derreteu tal coração. Ninguém destruiu a casca de pedra. Minto, conseguiram uma vez, e hoje ainda não consigo dizer se valeu realmente a pena. E ninguém mais.Talvez por falta de competência, talvez por falta de autorização. Mas ouvi dizer nos contos clichês que sempre li por aí, que de autorização não é preciso. Ouvi também que amor vem com dor. Não na mesma proporção, mas na proporção que seja, AGORA, dor não quero não. Por que pra mim ainda é opção de escolha. Possa não ser talvez um dia.
                Até lá sou eu enchendo de muros e soldados meu castelo, colocando meu coração de pedra gelada dentro de uma caixinha bonita, trancada a sete chaves, dentro da torre mais alta. Protegido por magias de fadas. Me contaram que o nome disso é maturidade. Outros cochicharam que o nome é medo. Bom, seja o que for. Assim, por enquanto, me parece melhor.
E que um dia se permita o erro, se permita o choro, que se pronunciem desculpas. Que a dor do amor me corte que o amor me cure. Enquanto isso sou eu controlando até que me façam um dia perder o controle. E que talvez a verdade seja que eu não queira um coração roubado. Quero um coração conquistado.
E assim vou seguindo feliz. Até o final.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Não é

              
E eu falo. Faço cena. Tropeço nas palavras. Gesticulo.  Estampo o sorriso, evidencio a raiva. Uns chamam de transparência outros de grosseira. Não é que eu não queria esconder é que simplesmente não sei. Têm todas essas teorias que todo mundo usa. Signos e horóscopos. Significados de nomes e histórias de lua. Parece tão mais fácil. Esses rótulos que todo mundo tem. É como se dessem desculpas pro nossos erros. Justificam nossas falhas. E até adivinham nossas vitórias. E viver assim realmente parece fácil. Mulher tem muito disso, se esconder atrás de uma história de amor, de um bom livro de um bom texto. Se reafirmar em um salto alto, se encorajar em um conselho da amiga certa, na hora certa, que sabe exatamente o que queremos ouvir. Atire o primeiro batom, você, mulher, que nunca se reafirmou em um vestido curto, em uma jogada de cabelo?
Me pergunto se perdi tudo isso. Já que parece que colocaram tudo isso em nós (?) Crio minhas próprias teorias. De primeira mão posso afirmar, não são as melhores. Mas são minhas. Minhas, e pra mim. E por hora é o melhor. É o melhor de mim pra mim. E basta.
NÃO É que eu desisti do amor, dos contos de fadas dos sonhos. Não é que eu desisti do carinho. Não é que desisti de lutar. Não é que eu desisti de tentar. Não é que eu desisti de ter expectativas. Não é que eu não acredite. Não é que eu seja diferente. É que não quero ser igual.




Não é desistir, é não querer.
  







terça-feira, 1 de maio de 2012

Mais que a mim.


                Já que no outro texto era eu contando como eu era feliz sozinha. Vim contar que não é só assim que a felicidade bate a porta. Até por que felicidade se materializa de várias formas, de vários jeitos. Vim me refugiar aqui e contar. Por que nem sempre é preciso ter medo pra se querer abrigo, para querer um refúgio. Nesse mundo de meias palavras, meios sorrisos e verdades duvidosas, dizem que não se deve gritar a felicidade que a tal da inveja tem o sono leve. Felicidade e eu, viemos refugiadas pra cá.     

      Com palavras inteiras vim contar. Mesmo sabendo que metade da verdade está onde não se diz.  Li por aí também, que somos completos é que precisamos do nosso lado pessoas que nos transborde. Se não me engano, li nessas filosofias “facebookianas” que rodam por aí. E com essa concordei. 

                Vocês que são os meus excessos. Tenho que admitir que vivo sim sem vocês. Mas viver assim perderia total sentido. Meu excesso de loucura sexta-feira, colocou todas as minhas regras em um lugar em que custei encontrá-las. Encontrei, mas confesso que foi divertido perdê-las. 
                Quando ela sai do branco, e volta a usar cor é por que a tenho por perto. Isso significa mais risos, mais festas, mais amor, mais risada, mais abraço. Por que dói não poder cuidar sempre de perto. Quando a facção se une, eu esqueço todas as aulas de ética e filosofia da faculdade. (Rezo para que nenhum professor leia meus textos). Ter vocês torna tudo extremamente melhor, mais perigoso e menos saudável. Infinitas vezes mais divertido. 
           Em uma noite que tenho minhas duas preciosidades no mesmo local é de se confessar humildemente que não foi fácil se dividir pra duas! Olha não é uma divisão assim no sentido literal da palavra. É só que aquela lei da física, de dois corpos em um mesmo espaço, do meu amigo Newton realmente é justa. Sábado eu pude provar. Mas vale citar que amo vocês ok? 
      Sentir saudade em meio a essa confusão toda foi até gostoso. Por que vou contar um segredo, saudade sempre foi algo que sempre gostei de sentir. Desde que eu tenha controle de quando “matá-la”. E já que o texto é pra contar, eu senti de você. E gostei disso, é importante dizer isso também.
               Dos excessos em especial, tem um que trata-se do ‘ser especial’. Pleonasmo?  Só que não vale a pena dizer, tem momentos que valem mais que mil palavras. Portanto não vale dizer mais do que essas 35! (sim, eu contei)
          É que tem gente por aí que acha que eu tenho um mundinho só meu, não preciso de mais ninguém que sou calculista e individualista.  E realmente sou e de fato não preciso.  Mas o fato de ter por merecer ou de usar do meu poder de escolha, eu tenho e escolhi os melhores. 
Os melhores excessos do mundo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Amigos que cantam pra mim


    Outro dia foi Ana quem cantou pra mim, hoje foi Zeca. Lembra o que eu disse antes sobre o que as músicas são para mim? - “Ando tão à flor da pele, meu desejo se confunde com a vontade de não ser”  e que é tanta coisa pra querer, que por fim eu já nem quero tanto. Mas certeza tenho do que quero ser. É que eu planejo, crio regras e métodos, pode vir meio mundo de gente me dizer que não é certo, pode não ser pra vocês, pra mim é. Mesmo sabendo que não vivo só, sei que metades dos meus planos são individualistas e diria até egoístas. Na verdade já deu pra sacar que quem é individualista e egoísta sou eu. Não é de se orgulhar eu sei, mas acredite isso facilita muita coisa.
    “Se eu digo: Pare! Você não repare no que possa parecer”. Não da pra ir deixando as coisas irem assim, acontecendo. Já disse isso aqui uma vez. Situações são controladas. Pessoas são controladas. Não tem nada de poético nisso, mas é bem assim que as coisas funcionam.  Deixar tudo fora do controle às vezes é bom, MUITO BOM, mas sempre, se torna tão pouco e diria até, menos surpreendente. Mas aí quando eu perco o controle vem Zeca e joga na minha cara. Por que eu teimo em dizer que “amo você, se eu não sei dizer o que quer dizer” e acho que nem sei realmente quem  é “você”, na verdade você sou eu, e a ninguém vai entender isso quando ler, por que nessa oração, verbo e sujeito se confundem, fico me perguntando Zeca, se realmente essa oração existe mesmo pra mim.
    “Às vezes me preservo noutras, suicido”. Eu sei, mas é que não da pra manter uma constância sempre, tenho controle sobre muita coisa, mas sobre eu mesma às vezes falho. E isso me torna ridícula, sei disso também, controlar tanta gente sem ao menos controlar a si mesmo. Mas isso não significa que alguém me controle, não significa mesmo. Que fique bem claro Zeca.
    Usando a teoria de outro amigo, que diz que preciso de pólvora, por que sozinha ascendo pouco.Vêm você e me faz me sentir menos só e até o Sr. Baleiro sabe disso. “Quando você chega nega fulo boneca de piche flor de azeviche você me faz parecer menos só”. Menos só e mais forte. A distância desaparece mesmo com todos esses quilômetros. E até Zeca já sabe, que por conta disso, odeio medicina.
    “Eu me flagrei pensando em você” e isso de fato me assustou, por que de você, nem mesmo Zeca pode falar, mas outro amigo meu, Samuel, me contou que “realejo e ancestrais juram que eu não deveria querer você”, Baleiro opinou dizendo que sou proibida pra você, daí veio Samuel retrucando que é “pecado te perder”. Me perdi nessa confusão toda e confesso que deixei essa discussão pra outro dia. Não tá em tempo ainda, nem mesmo no tempo de dizer por que ainda não é tempo.
    Zeca me disse também que sou amor e flor menina de um bando de garotos. E esses garotos são o meu porto seguro. Por que ser a menina dos garotos torna minha vida tão mais divertida. Essa coisa de ser “meio menino” tira esses dramas de mulherzinha da vida, nem todos, já disse que essa mania de escrever em blog é muito de mulherzinha. Mas É FATO que mulherzinha sou, ok ? Rs.
    “Sem se preocupar com amanhã” eu vou pra Babylon pra de tudo provar champanhe, caviar. E faço das suas palavras minhas meu caro amigo Zeca Baleiro:
     “A depender de mim os psicanalistas estão fritos, eu mesmo é que resolvo os meus conflitos com aspirina amor ou com cachaça, os gritos todos virarão fumaça. A dor é coisa que dói e que passa. Curar feridas só o tempo há de curar. Toda regra para o bem da humanidade é certo necessita de uma exceção

Minha exceção, eu hei de conhecer um dia .

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Infinito particular


    Tem sempre aquela música que te lembra alguém. Música e sua habilidade de bagunçar todo o meu psicológico. E tem essa minha mania de ler e escutar música ao mesmo tempo. Tem sempre uma música que lembra um fato. Um livro que te proporciona sonhos.Tem música que te traz saudade. Outras chegam a me encorajar. Que sentindo tem? Sou fraca por que músicas e livros me controlam ? 
   Eu e você estamos indo bem. A gente de fato se entende. E músicas embalam nossa trilha sonora de amor. Ninguém de fato me entende tanto quanto você. E tem toda essa confusão mental que você me causa. Retomo minha lucidez quando meu telefone toca. Por que minha melhor amiga é número um em me fazer te trair. Solidão, eu te largo e vou por aí.
    Não é nada pessoal, a gente se dá bem. Mas gosto de você aos domingos, e em dias aleatórios, depende da minha vontade. Por favor, entenda.  Em disparada você é meu primeiro amor. Mas é fato que não será o último. Mas por enquanto eu escolho você.
    E ai eu vou  pagodeando. Nadando de costa em copos. Engordando de japonês. Estourando cartões de créditos na minha loja de roupas favoritas. Mas corro e volto pro seus braços.
Pois é, pessoas. Tem todas essas pessoas. Pessoas indo, vindo, se perdendo entre esses dois caminhos. Tem gente que não sabe se fica, não sabe se vem, não sabe se vai. Outras vão e querem voltar. E tem aqueles reencontros surpresas. Que assustam e surpreendem. Tem gente que chegou, e eu me pergunto profundamente por que veio. Tem você que chegou, quis ficar, mas foi eu quem partiu. Mesmo sabendo que deixei pra trás algo tão bom. Me desculpe, mas precisava mesmo ir.  Tem gente que quer chegar, mas não pode. Não agora! Não da pra ir assim, chegando de repente.
    Respiro, inspiro. Volto ao meu infinito particular. Leio algumas páginas de um livro.  Escuto uma música boa. Escrevo. Abro a geladeira como quem não quer nada e volto rolando paro quarto. E tem toda essa coisa de eu ficar sempre sozinha em casa, e torna tudo ainda mais nostálgico.  Chuto a caneca de leite que sempre deixo do lado da cama, que sempre cai no chão e faz lambança. Fico rindo sozinha do que leio por aí. Olho sites de moda só para eu olhar pro meu guarda roupa e me sentir um lixo. Passo raiva com que leio. Faço piada do que leio. Durmo.
Eu poderia comprar um cachorro. Mas ele não come sucrilhos chocolate e nem japonês então dificultaria as coisas. Por que esse verbo cuidar, tá sendo conjugado só pra mim ultimamente. Irmão já sente o meu egoísmo quando dou dinheiro pra comprar comida pronta. Jogando fora todo o romantismo dos nossos mexidos de restos de ontem.

    São duas da manhã. Tenho vestígios da noite de ontem, meus pés pediram pra contar. O jantar de hoje foi surpreendente.  Aquele capítulo do livro nem tanto. Acabei com a quaresma, então um ovo de páscoa já se foi. Aquela janela do face não piscou. Outra piscou mais do que de costume. Mamãe ligou e contou da praia, fui rápida e pedi logo uma lembrancinha.  Da trilha sonora fiz a mais eclética possível. Avril Lavigne me perguntando o tempo todo “why”.  Choveu e a chuva fez Axel cantar uma das minhas prediletas, november rain. Ai Taylor Swfit me da tapas na minha cara, com esse  amor que parece mágico. Mas eu já sei que mágica não existe. Somos quem podemos ser, pois é somos. Leoni é um FILHADAPUTA. E tem aqueles sertanejos que mandam todo esses romances pro espaço, e é de fato divertido. Escutei aquele pagode que o amigo pediu, afinal eu vou ir no show com a turma, logo preciso sensualizar sambando e cantando ! ( AHAHAHHAHA )
Já são quase 03:00. E hoje a embriaguez é de sono. Vem solidão vem dormir. Aproveita que hoje eu sou de você. Escolhe a coberta a ultima canção e vem.  








                                 A última. BOA NOITE. 

Um texto, de um blog que eu quase apaguei.

    É que não dá pra explicar muita coisa. Hoje eu vim aqui e apaguei quase todos os textos.
    Por que não da pra gostar dessas conversinhas de mulherzinha. E eu me perguntei por que eu escrevi tudo isso. Não é sobre escrever sobre mim. Ou sobre “filosofias” de vida. Por que não é sobre nada.  Acho sinceramente que não sou metade do que escrevo. Outras vezes falta tanto de mim que não digo. Por que não quero que saibam. Por que não sei. O que sei são das minhas intenções. E aí eu sou, de acordo com aquilo que quero. É, é bem assim que funciona. Bonito ou não, mas é.
    Acho incrível a capacidade que as pessoas têm de dizer “você é isso, você é assim”.  E elas estão certas. Erradas, em achar que somos SÓ assim. Se ela te vê dessa forma, provavelmente foi assim que você se mostrou. Mas quem sou eu pra dizer o que é certo ou errado? Pra mim, é bem assim que funciona. É fato que existem muitas Lauras. Cada um não tem a que merece, cada um conhece a que eu achar que devo apresentar.  Verdade que às vezes escolho a Laura errada. Mas fazer o que, acontece. Bobagem é achar que dá pra agradar todo mundo. A verdade é que depende de quem te vê. Mas disso todo mundo sabe né?

    Então sou eu escrevendo esses textos de mulherzinha. Tem gente que gosta, outras acham ridículo. Outras nem leem. Depende de quem, lembra? Sou eu tentando tocar violão. Eu tomando porre na balada. A Laura que lê 04 livros ao mesmo tempo e assiste séries de adolescentes em crise.  A Laura que gosta de batom laranja. A Laurinha que gosta de palavras cruzadas. A Laura que faz Direito, trabalha na Limasoft, filha do Cizinho do bar. São muitas Lauras, não da pra escrever aqui, acho que nem eu sei quantas existem. O que eu sei é a Laura que quero ser hoje a noite. 
Mas a questão é o que  você tem a ver com isso né ? Não importa. É que agora sou eu sendo a Laura que escreve textos de mulherzinha. E só.







“Só a bondade deve esconder-se de modo absoluto e evitar qualquer publicidade, pois do contrário é destruída.” Hannah Arendt