quarta-feira, 27 de junho de 2012

Acordei.

Engulo choro. Tenho promessas a cumprir. Mesmo que os olhos não molhem e que a alma inunde. Vejo o mundo girar depressa de mais. Sinto como se ninguém mais percebesse. E por mais que eu peça calma, deseje detalhes, todos preferem serem superficiais de mais. Grito calada palavras que deveriam ser ditas e não são. Por medo. Fundamento meu medo, usando sua ineficiência por não compreender meu olhar. Por que tais palavras acabam fugindo pelos olhos. Acabei pensando, que você seria capaz de ler. Queria que você soubesse que respondi todas suas perguntas e dúvidas, com meus abraços apertados, com meu aconchego em seu peito e com o riso inesperado. Com a força do abraço, disse o quanto. Com o aconchego expliquei o medo. Com o sorriso, bom com o sorriso, eu dizia que nada fazia sentido, mas era ali que eu queria mesmo estar. Mas você, bom você não viu. Então tentei dizer. Com a voz trêmula e  desviando o olhar pro teto apertei o seu peito tentando explicar o que do meu jeito eu ja havia dito. E mesmo com minhas palavras tortas e meu coração que palpitava, você não decifrou. É que segredos só são segredos quando não querem decifrá-los. 
Eu poderia dizer tudo aqui, mas resolvi guardar o choro e junto as palavras também. É que eu não gosto de desperdiçar palavras. Deixa assim, que a distância ajuda e o tempo cuida, e faz a menina voltar a ser, o que nunca deveria ter deixado de ser.

... O problema do sonhos é acordar.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Morena.


    Olha só moreno, domar nunca foi fácil. A de se convir que morena brava é difícil de lidar. É pra maioria. Vovô sempre dizia, que ela ninguém saberia amansar. Quem gosta de cavalo bravo é feito um. Se não sabes chegar de mansinho, assim devagarinho, um belo tombo há de se levar. Olha nos olhos, descobre a cor que são. E não desvia. Olha firme. Seja firme. Pois se caso conseguir, também há de se convir que todo amor você terá. É válido saber que morena brava tem coração de pedra. Vou logo já contar. Mas preste bem atenção nas palavras. Coração. É que a pedra ninguém teve a coragem de lapidar. É pedra, mas pedra preciosa. Ainda bruta. O que falta é alguém corajoso. Corajoso e capaz.
    Moreno, não desista no primeiro tombo. Por que morena vai te derrubar, uma, duas, três. Não se assuste, não é você. É só morena tentando te testar. Acredite, ela tem um coração que vale a pena laçar. Há de se ter alguém que esse coração consiga conquistar. Você quer mesmo moreno, tentar? Vou contar também, que nunca se ouvi falar de alguém que tão longe conseguiu chegar. Mas cuidado moreno, se for pra machucar, o maior de todos tombos morena fará você levar. Se for para laçar, domar e amar, ah moreno, o maior amor você há de conquistar. 

sábado, 23 de junho de 2012

Segredo.



                                            "Você se apaixonou, pelos meus erros"


                                        
                                   "Eu penso tanto em desistir, mas afinal, não ganhei nada"

                                        
                                                                      
                                             "Eu me entrego pros dias de sol
                                             Pra camisas de banda e até pra chocolates
                                             Ou filmes de romance esquecidos na estante
                                             Pros perfumes que deixam boas lembranças
                                             Pras risadas que me tiram todo o ar."


                                               "Só não demora a perceber"


                                                           


                                  "Hoje eu falei pra mim, jurei até que essa não seria pra você
                                                                     Agora é."



Não tive coragem de contar. Aí eles contaram pra mim.






                             .... Quem sabe eu mesma conto no próximo texto.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Teoria da Retribuição



De todas as teorias que crio talvez seja essa a que mais tenho apreço.  Lembrando que, são minhas e pra mim. Tenho meu próprio código que rege as minhas próprias condutas. Não é fácil ser Juiz de si mesmo. A maioria das leis são feitas para que crimes (lê-se erros) não sejam cometidos. E quando são. . . Bom, quando são há de se convir que eu deva ser severamente punida, uma vez que criei toda uma teoria para que estes não viessem ocorrer.
Da data do fato, até a denúncia - sim denúncia, demora um tempo para eu assumir que de fato errei – eu fujo, me escondo, tento achar uma saída ou uma justificação. Venho confessar que não gosto de assumir. Não gosto mesmo. E aí vem a sentença e minha punição. Por que no meu caso não será permitido reincidência.
O difícil dessa teoria toda é a aplicação. Já que vivo em concurso de pessoas, é difícil aplicar, em meio a tanta gente fazendo parte da minha vida.  (Nem tanta gente assim, diria um amigo meu).
Criei minha teoria da retribuição. Roubei um pouquinho da filosofia de Kant, algumas coisas dos meus livros dos romances da estante, outras do chato e viciante Direito Penal. Roubei até um pouco das filosofias clichês que vejo por aí. Tem como fundamento a famosa frase “Não espere de mim mais do que recebo de você”. (Eu disse que era clichê). Mas não leve ao pé da letra. Como diria esse mesmo amigo meu, minha retribuição não é tão fácil assim. Coisas de coração de Pedra.
       Sobre esse amigo criei um artigo especial - só pra você: - Você por muitas vezes foi cúmplice, partícipe e algumas vezes até autor. Retribuo tudo lhe entregando minha menina de branco. Tendo como requisitos, cuidar, amar e respeitar sempre. Em caso de descumprimento, estabeleço pena de 20 anos em reclusão. Crime imprescritível e inafiançável. Proibido reincidência.  Vale lembrar que sempre será pecado te perder. Samuel ministro do meu STF falou, portanto não desobedeça. Por que agora realejos e ancestrais permitem nosso amor, nosso amor de irmão.
Tem gente por aí que não merece retribuição. Não é só ir lá e fazer uma boa ação. É necessário pluralidade de condutas, bom coração e merecimento. São pré-requisitos básicos. E por muitos sou vista como chata, crítica e antipática e de fato sou, pra você que não merece. Logo, sou eu apenas retribuindo.
Sobre você, temos um impasse. Venho me condenando. Condenando por permitir que você tenha quebrado algumas regras. Por ter destruídos emendas que faço e desfaço no decorrer do meu código. Das mais recentes cheguei até a dizer aqui. Reforcei a segurança do palácio, devido na torre mais alta, ter algo guardado em uma caixinha. Porque prometi que amor/dor não queria não, independente da proporção. A segurança foi pouca. Ainda não sei se meu coração foi roubado ou conquistado. Logo, ainda não sei como retribuir. Nem sei como, nem sei se devo. Deixo você em período de provas. Deixo-me em períodos de provas. Afinal sou sempre eu a acusada. Não dá pra dar a sentença final, uma vez que a investigação não descobriu sua intenção. Importante lembrar que tal crime prescreve.

. . . E prescreve em pouco tempo.



quarta-feira, 30 de maio de 2012

Direto ao ponto.

Sem delongas, sem rodeios. Vim falar de você. Você que sempre aparece na maioria dos meus textos, com maior ou menor importância. Mas é que hoje todas as palavras e pontos são seus. Mesmo sabendo que meus maiores segredos são ditos nas entrelinhas.
            Você sempre dura até minha querida liberdade bater a porta. Sem jeito você sai de mansinho, mas parece ficar atrás da porta, esperando uma brecha e correr para entrar. É que eu nasci para ser assim, livre. Você... Você deveria aprender as ser livre também. Livre comigo. É que dá sim pra ser livre, JUNTO.
            Meu coração quase não suporto. De tão grande. Coração que quase me engole. Meus pensamentos, tão imensos, quase me enlouquecem.  Os dois insistem em dividir o mesmo espaço.  E dentro de mim é sempre essa “Guerra Fria”. Razão X Coração
         Sou rebelde pra maioria, mansinha pra quem merece. Não gosto de quase ninguém e na maioria nem faço questão. Não gosto de meio termos. Sagitarianas vivem de extremos. Não é o que dizem? – Não me importo com quase nada, mas o pouco que me importo, é T U D O pra mim.
            Já deu pra ver que até no decorrer das palavras eu me perco de você. Vem você e me acha. Sei que nunca se foi. Sei também, que não vem quando chama. Vem quando QUER. Mas é que ainda ACHO que posso te mandar de volta. Te querer talvez mais tarde, ou em outra hora.
            O fato AMOR, é que você chegou. Chegou e não consigo dizer ainda, se quero que fique. Mas se for ficar te peço: Fica, mas fica por inteiro. De um jeitinho tímido venho pedir: Fica e me faz ser sua. Não me impeça de querer ir, mas me faça querer voltar. De um jeito sem vergonha, também venho pedir: Fica e me faz desejar. Desejar só você. E só.
            Juro que sou fácil de lidar (Mesmo que não pareça). Como dizia vovó: mais transparente que água de mina. É só ler. Ler o que está escrito no meu rosto, estampado nos meus olhos. Só não tente me descobrir. Por que também sou feita do que não sou e do que não fui. Me perco em mim. Nessa minha maneira de querer explicar tudo, me perco no que eu queria mesmo explicar. Nessa minha MANIA de querer facilitar tudo é que me complico. (Repare: extremos. É TUDO ou NADA!). Voltamos então a “Guerra Fria” inicial. Razão planeja, coração guia. Como pode isso, dar certo?
            É tanto querer. No final me pego perguntando: O que eu queria mesmo? A questão é que eu não queria você. Estou ainda me perguntando se te deixo entrar, faço sala com xícaras chá e torradas. Ou fecho logo a porta. A verdade é que você veio e trouxe alguém, e tem muita gente por aí que jura que você já entrou, sentou, pós os pés no sofá e até trocou os canais da TV.  
                        










                  "Num tempo onde as pessoas mal têm tempo, amar virou coisa de gente corajosa." Fernanda Mello 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Coisa de garota.

       Como eu disse em um dos meus últimos post, mulher tem isso, de se reafirmar em textos, frases e canções. Ousei dizer que de teorias, prefiro as minhas. E prefiro mesmo. Mas é que não dá pra negar os hormônios, a progesterona corre nas minhas veias. Graças a Deus. Rs. Não sou nem de longe feminista. Sei que tem toda essa história de mulher moderna. Independente e tudo mais. Concordo, mas olha, os bons e velhos costumes tem lá o seu valor, virou regra agora mulher ser inimiga do fogão? Mulheres querem romantismos, mas se negam a preparar um simples jantar. Como lidar? Troco um buquê de flores por um belo almoço. Acho justo. Combinado?
      E já que é pra falar de coisas de garotas, vim aqui contar que me reafirmei nesse texto aqui. E que sexta-feira a noite pretendo me reafirmar no bom e velho salto alto. Afinal, não posso e nem quero negar minha progesterona. ;)


     " Ela está lá todo dia. É daquelas que se maquia bem, suas roupas são impecáveis e seu perfume é inesquecível – apesar de já terem dito que nunca a viram tão bonita quanto naquele sábado que ela passou o dia de pijama e com o cabelo preso. É inteligente, escreve como ninguém, trabalha, estuda, sai com as amigas e ainda arranja tempo para ir na manicure toda semana. 
     Ela adora gastronomia contemporânea e medieval mas não dispensa uma miojo em noites preguiçosas ou um McDonalds depois da balada. Diz as frases certas e sorri quando gostaria de gritar. Adora crianças e cachorros, quer casar, ter filhos e já pensou em como seria usar seu sobrenome. Mas não se preocupe, ela sabe melhor do que ninguém o tempo de cada coisa.

    Ela é daquele tipinho, sabe? Que gosta de dançar, gosta de curtir, gosta de viver. Ela manda na sua própria vida mas deixa você escolher o cardápio do dia. Quando você diz que não gostou da roupa dela, ela lamenta e usa assim mesmo. Sua opinião, suas escolhas, seu jeito – não tente mudar. Sabe fazer lasanha, ponto-cruz e dengo. Alguns dias prefere champagne e música alta, outros prefere pizza e cobertor. Ela é uma surpresa, ela adora surpresas.

É o tipo que diz preferir dar presentes do que receber, mas seu coração sempre se derrete com aquele laço vermelho na sacola da sua loja predileta. Adora jóias mas dá um imenso valor pra aquela flor que você fez com o guardanapo do restaurante ou aquela rosa que você comprou do tiozinho enquanto ela ia ao banheiro. Todo mundo nota que ela é especial. Ele não nota, ele nunca notou. "




domingo, 20 de maio de 2012

Meu conto de fadas.


Era uma vez uma criança nascida em berço de ouro.  Uma princesa. E como já é de se saber, princesas possuem Rei e Rainha como pais. É prometida a um príncipe encantado, e seu final é ser feliz para sempre. (...) Isso é muito clichê, e disso todo mundo já sabe. O que ninguém sabe é que princesas adolescentes brigam com os pais. TPM faz nascer espinha até mesmo em seres sublimes. Ninguém vê que até o príncipe encantado chegar, beijam-se muitos sapos errados.
Que me perdoem a arrogância, mas vim aqui contar do meu conto de fada. Me julguem se acharem que devem. Sou sim princesa. Pergunte ao meu pai se tens dúvida. Ele vai logo dizer algo sobre a “princesinha” que tem.  Nasci sim em berço de ouro. Meu pai foi um rei autoritário. Para deixar o castelo, ( lê-se: ir para balada), tive que ludibriar soldados, pular muralhas e quase lutar contra dragões. E se dependesse de tal rei, meus vestidos seriam tão grandes quanto são de fato os vestidos de reais princesas dos mágicos contos de fada.  A princesa aqui, vivia em pé de guerra com a Rainha, que de primeira mão aguentou todos os ataques súbitos da adolescência, não da forma que talvez eu gostaria. Não com tanto carinho quanto esperava. Mas não a julguem por isso. Não agora.
Sempre procurei fazer do meu reino o mais encantado, de tudo fazia para que realmente fosse. Mal eu sabia que a realidade assustava quando chegava. E quando no meu reino chegou, fez desastre. Rei e Rainha, não viveriam mais no mesmo castelo.
Como princesa, fui educada pra não errar. E desde pequena criaram a tal princesa coração de pedra, que uns por ai julgam a me chamar de tal apelido. Meu Rei não me permitia erros, pois este gritava não errar NUNCA. Fui criada para ser rainha, errar nunca me foi permitido. Até que um dia ele, o grande rei, errou. Errou tão feio que desejei ser só plebeia. Desejei não ter criado meu mundo encantado. Não ter feito do meu pai um rei, um herói, e apenas um homem.  Mas foi ai que minha Rainha apareceu e como nunca imaginei se mostrou forte que nunca parecia que fosse. E minha mãe não me deixou perder meu conto de fada, e nem me esquecer de que de fato princesa sou.
Mas o que ficou o que é, o que sou, nada mais que uma menina, mulher, garota, dê o nome que queria dar, que cresceu aprendendo a ser forte, a não errar. Já disse, errar nunca foi permitido, e desculpas não foram ensinadas. Desde cedo ter a letra bonita da escolinha, ter a nota boa em matemática. Não perder os jogos do esporte predileto. Passar no curso técnico que o Rei sempre sonhou. Ajudar a educar o irmão. Ser exemplo. Perfeccionista. Crítica. Ser cruel às vezes. Autoritária, por que ser criada no regime autoritarista me fez uma seguidora fiel de tal regime. E não chorar por amor.  Não chorar ... N U N C A.
Há quem leia todas essas palavras e jurem ser uma história triste. Longe disso. Meu conto de fada além de encantado é REAL. Por que eu vivo agora e meu “feliz para sempre” se dá a cada dia que me é permitido viver. Sou sim a princesa coração de pedra como chamam uns, coração de gelo como preferem outros. Prefiro assim, sem errar, com letra bonita em cartas que nunca foram enviadas aos seus destinatários. Controlando sem ser controlada. Fria.
Por que ninguém derreteu tal coração. Ninguém destruiu a casca de pedra. Minto, conseguiram uma vez, e hoje ainda não consigo dizer se valeu realmente a pena. E ninguém mais.Talvez por falta de competência, talvez por falta de autorização. Mas ouvi dizer nos contos clichês que sempre li por aí, que de autorização não é preciso. Ouvi também que amor vem com dor. Não na mesma proporção, mas na proporção que seja, AGORA, dor não quero não. Por que pra mim ainda é opção de escolha. Possa não ser talvez um dia.
                Até lá sou eu enchendo de muros e soldados meu castelo, colocando meu coração de pedra gelada dentro de uma caixinha bonita, trancada a sete chaves, dentro da torre mais alta. Protegido por magias de fadas. Me contaram que o nome disso é maturidade. Outros cochicharam que o nome é medo. Bom, seja o que for. Assim, por enquanto, me parece melhor.
E que um dia se permita o erro, se permita o choro, que se pronunciem desculpas. Que a dor do amor me corte que o amor me cure. Enquanto isso sou eu controlando até que me façam um dia perder o controle. E que talvez a verdade seja que eu não queira um coração roubado. Quero um coração conquistado.
E assim vou seguindo feliz. Até o final.