quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

FELIZ aniversário.


Tenho 21 anos. TENHO 21 ANOS. Meu Deus, lembro dos 15 como se fosse ontem.  Obrigada papai do céu por ter chegado até aqui. Com tanta história pra contar, tanta que criei até um blog. HAHAHAHHA' Qualquer um que me conhece bem sabe a minha fissura com aniversários, natais e datas comemorativas.  Muita gente acha graça, a maioria bobagem, outras ignoram. Olha, amigos e afins, não é por que eu gosto tanto assim que acho que vocês tenham que gostar também.
Vivemos nesse corre-corre, assustamos já é natal, piscamos e já estamos dançando quadrilha. Nessa correria da vida, posso afirmar pra maioria, que deixamos abraços pra trás, carinhos, afeto. Não por falta de amor, mas por falta de tempo. Que se tivesse pra vender, seria o bem mais caro do mundo.

Trabalhamos, trabalhamos e trabalhamos. Construímos patrimônios  imensos. Buscamos nossa tão sonhada vida estável. O problema é essa estabilidade só.  Casas lindas e vazias. Contas bancárias cheias, e ninguém para presentear. Cadê gente, os natais fantásticos, aqueles que fica cheio de histórias pra contar, cadê família reunida? Cadê? Cadê os aniversários com chapeuzinhos, com brigadeiros, que foram feitos provavelmente por meninas que passaram o dia se divertido sujando a mão de manteiga e comendo raspa de chocolate na panela? Aposto que manteiga e brigadeiro é melhor que qualquer hidratante importado por aí.
Gosto de abraço, de mensagens nas redes sociais. De ligações. De presentes. De surpresa. DE PRESENÇA. Gosto de amor. Carinho. Sorriso. Como dizem "de um exército de gente feliz". Gosto de gostar disso. E isso, de mim ninguém tira. 
Obrigada por cada abraço. Cada recadinho. Cada telefonema, presente. Cada carinho. Impossível descrever em palavras a alegria que ainda toma conta de mim. É tão bom começar mais um ano de vida assim. E que venha os 22.  E que o percurso até ele, seja tão maravilhoso quando foi meu dia 05/12/2012. 



terça-feira, 13 de novembro de 2012

Tem dias.


Não me peça para explicar.  Talvez seja por que acordei com pé esquerdo, ou tenha passado de baixo da escada no dia anterior. Será que vi um gato preto e não lembro? O fato é que não sei explicar exatamente o porquê. Mas tem dias que acordo de ovo virado. Indignada. E se me permite dizer até insatisfeita.
Minha tia costuma dizer que vou enfartar se não parar com essa mania chata de me desesperar com as coisas.  Quando no fundo está tudo controlado na medida do possível. O problema maior é que eu insisto em achar que posso controlar tudo. Logo o problema está em mim, não nos outros.
Se vocês analisarem bem, está tudo “normal”. Tenho quase 21 anos. Adoro meu trabalho. Faço o curso que gosto na faculdade. Tenho um namorado e nos damos super bem. Tenho alguns amigos, nem tantos, mas os fundamentais. Meu corpo não é o mais bonito, nem o mais feio. E se vale citar gosto do meu cabelo. Meu pai me defende do mundo. Eu e meu irmão nos damos bem e até passamos domingos vendo filmes na sala. Mamãe vive fazendo as comidas que gosto pra quando eu chegar faminta da faculdade.  Tenho um cartão de crédito que não é ilimitado, mas dá pra comprar umas coisinhas que gosto por aí. Bebo bebida alcoólica socialmente, mas não bebo refrigerante. Faço regime de segunda à sexta, mas vivo de sanduíche pizza e chocolate nos finais de semana. Sou boa aluna. Vou à igreja aos domingos, não tanto quanto deveria, mas vou.
Expliquem-me por que os dias indignada e insatisfeita. (?) Tirando a normalidade do texto, nesses dias, me irrita pensar que tenho quase 21 e ainda nem tirei carteira de motorista. Que meu trabalho é ótimo, mas não é na minha área. Que às vezes ainda me chateia ter pedido aquela etapa aberta da UFMG. Que você me irrita profundamente com esses seus atrasos, por mais que eu tenha aprendido a entrar no carro e só dizer “olá”. Não se trata de chatice, eu até já aprendi a começar a me arrumar somente na hora que você marcou estar lá em casa, mas é que o relógio do mundo não funciona a favor do seu.  Amigos, vocês deveriam entender, compreender, da mesma forma que eu já sim, compreendi cada momento de vocês. Telefone funciona para os dois lados, parem de achar que troquei vocês por namorado. Me liguem para perguntar o que de fato esteja acontecendo na minha vida ao invés de concluir coisas absurdas. O meu amigo instrutor vive dizendo para eu criar vergonha acordar mais cedo e ir pra academia, agora que faltam dias pra ir pra praia com namorado me mata saber que meu amigo sempre teve razão. Pai, mãe, foi vocês que se separam, por favor,  sou só a filha mais velha ok?  Augusto cresça e, por favor, ponha a roupa suja no cesto. NO CESTO, isso não significa nos arredores. Por que Deus minha fatura vem tão cara se eu não comprei se quer metade do que eu queria? Celulites por que vocês insistem em aparecer, eu não bebo refrigerante PORRA. (?) Papai do céu, sei que fiz aquela promessa de chocolate, mas da pra liberar leite com tody?

Pensando bem, deve ser só TPM. 

domingo, 14 de outubro de 2012

Blá blá blá de feriado.

Escrevi, reescrevi, apaguei. Escrevi. No início as palavras me faltavam. Gritavam ao mesmo tempo. Queriam sair. Por que antes de palavras, eram sentimentos presos. As vezes acho que escrever nada mais  é do que eternizar sentimentos. Mas é tudo que queremos eternizar? - Se você foi rápido logo pensou, se não quiser é só apagar, apagar textos em cartas, folhas, bilhetes, blogs. Mas é que antes de serem escritos nesses meios, esses textos foram escritos na alma.  
Queria não falar do meu pai, em como ele me fere com ausência. Estou me ferindo também, por não dar presença, presença de graça, por não dar o primeiro passo. Por que insisto em pensar que são pais que ensinam seus filhos seus primeiros passos, independente de quais passos sejam Queria não falar de você, de como o que não se diz, me machuca tanto. Queria não falar do abismo que existe entre nós, de como eu luto para construir uma ponte. Mãe, será que você também luta? Queria não dizer sobre a falta dela, de como a vejo indo embora sem dizer adeus. Queria que ficasse. Eu também sinto saudades. 
Queria não falar. Falei.

Talvez quase uma hora se passou depois da última palavra do parágrafo anterior. Talvez por que não sei bem do queria eternizar aqui, tentei inverter os papeis. Tentei organizar os fatos dentro do peito, trazer pra cá, por que assim saberia o que era pra ser eternizado. E o que não fosse, bom, o que não fosse eram apenas lembranças que se apagariam com o tempo, por que de um jeito ou de outra, não foram dignas de ficar. Me pergunto se fiz as escolhas certa. - Escolha, realmente tenho? Me lembrei de como alguém detesta narradores que conversam com seus leitores, minha vontade foi de apagar o texto todo e tentar talvez em outra hora, ou outro dia, talvez não havia nada pra ser eternizado. Ei espera, me desculpe vou ter que conversar com você. É você. Ou não reparou que acabei de eternizá-la?

Qualquer pessoa da minha idade estranharia meus três últimos dias. Eu não tive o feriado mais divertido, admito. Mas me permitir ficar dois dias sem escovar os dentes, comer uma panela de brigadeiro sozinha, sujar toda a cozinha para preparar o melhor macarrão de todos os tempos. (rs) Dormi com a Tv ligada, andar pela calça de calcinha e blusa da minha banda preferida da adolescência. Quando resolvi enfrentar o chuveiro, tenho certeza que se alguém me ouvisse cantar me chamaria para o The Voice. C E R T E Z A. Senti medo da madrugada, desejei você pra me abraçar. Desejei estar nos braços do meu pai e que estivesse me tirando do sofá e me colocando na cama. Desejei ter minha mãe no quarto ao lado, pois sentiria coragem de por ela enfrentar qualquer coisa. Mas não havia ninguém, só eu e o resto da madrugada. Escolha minha estar aqui, sozinha, é, eu sei. Precisava me sentir mas eu, para poder de fato me doar a vocês. Para quem sabe dar o primeiro passo, pular o abismo com um salto, te trazer de volta, e abrir os olhos para realmente ver o que você grita com gestos, não com palavras. Por que acho que as palavras, as palavras se entendem mais comigo talvez.

Foi divertido. Precisava disso. Precisava ser só minha. Para assim entender o quanto eu preciso de vocês. Aqui, comigo. 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Direito, direito.


São tantos desabafos, lá vem agora MAIS UM. Queria expor aqui a minha INDIGNAÇÃO quanto a desvalorização do meu curso. É, desvalorização, tomara que meus professores não leiam isso. Ou se lerem, por favor, tentem compreender. Em um semestre anterior, um ex-professor perguntou o que gostaríamos de “fazer com o curso”, metade da sala disse a resposta óbvia: Concurso público. Ei gente, só pra deixar claro rápido, não tenho nada contra isso, pelo contrário, até penso em tentar alguns. O que me deixa triste e até indignada é a forma como meus colegas de curso enxergam o curso. Pra uns, torço que não pra maioria, é ir lá, formar, passar em um concurso com um salário gordo e viver a tão sonhada vida estável. Longe de mim não querer essa vida também, quem não quer não é mesmo? Mas dá pra ter isso colocando em prática tudo que aprendemos, e quando digo TUDO, não digo só ir lá e aplicar na prova do tal concurso as matérias que aprendemos e passar em primeiro lugar, e sim aplicar os valores que tanto são repetidos nas nossas aulas de Constitucional, Direitos Humanos, Cultura Religiosa e todas as outras.
          Longe de mim ser a melhor aluna, ter as melhores notas ou se quer ser  destaque acadêmico. Gostaria de ser a melhor, não sou talvez por falta de tempo ou até por falta de competência. Mas de algo posso me orgulhar, sei que posso. Vejo o meu curso muito mais do que isso, do que um diploma que me gere lucro, que me gere dinheiro. É claro que isso faz parte, faz parte não, é o principal, não quero ser herói de ninguém. Mas repito, é mais do que isso. Mais do que formar e sair por ai indenizando todo mundo por danos morais. Virou moda isso agora né?
          Falando de um outro ex-professor, AH esse professor, talvez ele não sabia, ou talvez não agradeci o quanto deveria, mas graças a ele e sua pergunta de prova valendo 0,5 décimos, se havia alguma dúvida quanto ao meu abandono da Engenharia Mecânica para o Direito, depois das suas lindas e breves palavras no pé de página da minha prova, que me arrancaram lágrimas, hoje dúvidas não restam mais. Nasci pra isso, disso não tenho nenhuma dúvida.  Obrigada professor!
É triste quando digo que pretendo ser professora, que meu sonho é dar aula e alguém me diz: “Tá, mas como você pretende ganhar dinheiro?” – Também quero advogar e quem sabe até um concurso público, mas isso são cenas pros próximos capítulos, confesso que sou apaixonada pelo direito Constitucional e pelo Direito Penal. Se for pra puxar saco vou puxar dos dois. Queria agradecer a todos os professores que dão boas aulas, pois eles alimentam meu sonho. Agradecer por não deixar o Direito perder seu brilho, por me mostrar que é completamente diferente do que cresci ouvindo do meu pai, que quase morreu de desgosto quando larguei a mecânica, e por  me permitir faze-lo orgulhar-se da filha "quase advogada" que tem. Graças ao que aprendi com vocês.  E aqueles que não dão, de todo mal não é, afinal ,aprendo a estudar sozinha ( Rs).
Não sou a melhor aluna ou melhor pessoa, nem serei a melhor advogada, mas quero ser, e querer e fazer por onde ser, muda tudo. Já tentando exercer a minha futura função, vim defender o curso que tanto gosto, sei que não usei a melhor defesa, mas é onde até então eu consegui chegar. Nós, jovens, somos o futuro do nosso país, é clichê, mas quem disse que clichês não são verdades? Reclamo das aulas de cultura religiosa,  aula de filosofia pode até não ser a minha preferida, posso ter matado algumas aulas, ou criticado outras, mas eu tento ao máximo entender o que cada aula me propõem, o que os livros me ensinam, do bom e do ruim. Pra quem sabe assim, fazer um futuro melhor pra mim. Mas vale lembrar, não vivo só. Por que você não faz o melhor pra você também, aí fazemos o melhor juntos? 
Direito todo mundo faz só não faz direito né?

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Ei você.


Ei você, ignore minhas crises de solidão, ignore minhas palavras frias.  Ignore meus olhos que nesses dias sempre desviam dos seus. Não pergunte de novo se eu não responder na primeira vez.  Dizer “nada” várias vezes, só aumenta a raiva ou a tristeza que está em mim, que não é por culpa sua, mas os “nada” mal humorados acabam sendo seus. Me desculpe. Já disse, não é você. Segura a minha mão, mesmo que ela tente escapar de seus dedos, segura forte. E se não adiantar, me abraça. Não me deixa fugir e me esconder em um canto qualquer, sozinha. Abraça forte, ignore minhas pernas que tremem. E quando eu não conseguir mais tentar fugir, me olha nos olhos, bem fundo. Me hipnotiza. Apenas diz que está do meu lado. No final é só isso que eu preciso ouvir. É difícil admitir que preciso de você, quando passei uma vida não precisando, sempre foi eu e só.  No final vou acabar dizendo, talvez em lágrimas ou vomitando palavras de uma vez sem respirar. Passei uma vida tentando não dizer. Ainda estou aprendendo como se diz e que no final posso me dar ao luxo de ser cuidada, mas que pra isso acontecer preciso admitir pra eu mesma que PRECISO ser cuidada.  Ei você, cuida de mim?  

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Rabiscando na aula de TPG


Entrei correndo na sala. Como sempre, procurando você. O primeiro sorriso universitário do dia  é sempre seu. Minto, algumas vezes o segundo. É que tem dias que você fica com o segundo, por que o primeiro fica pro moço da cantina, que sempre ri sobre o meu pedido: Um yogurt e dois chicletes. Não tem como não sorrir pra ele. O yogurt é para acompanhar meu remédio e os dois chicletes, bom, dos dois chicletes surge a história de hoje.


Vinte poucos anos e dois chicletes

Calor. TPM. MUITA TPM. Regime. Fatura do cartão. Salão. Salário. Coisas que se você analisar bem é o inferno astral de qualquer garota de vinte e poucos anos.Um dia cheio de trabalho. Véspera de prova na faculdade. Semana de feriado pra passar com namorado. Me perdi por alguns segundos ou mais, vendo fotos na internet. Pessoas que conheci que perdi, ou já quis conhecer. Ri das minhas fotos. Me dei conta de quantas coisas já fiz sem pensar, ou fiz e não deveria por ter pensando de mais. Doeu ver fotos de amigas que perdi. Perdi por erro meu, eu sei. Erro que talvez seja, o maior arrependimento que hei de carregar. Pra sempre. Também sei. Achei graça de fotos de desconhecidos, e até invejei a pele bonita da menina do colégio antigo. Admirei nossa foto, ainda com dúvida se ponho ou não como capa do facebook. O telefone tocou. Realidade mandando mostrar serviço. Trabalho. Leio algumas páginas do caderno pra prova do dia seguinte. Trabalho.
Ligo pro salão e resolvo cortar o cabelo e fazer a sobrancelha. Não para agradar o namorado, que só veria diferença se eu fizesse um moicano estilo Neymar e pintasse as sobrancelhas de vermelho. Só resolvi pra me sentir leve. Ah, coisa de menina sabe? Mas se vale contar aqui, mataria a minha cabeleireira se tivesse porte de arma.
A caminho da faculdade pensei no regime que nunca sai. Das prioridades pro salário do mês, que em todos os meses, são prioridades de mais pra pouco salário. Percebi o quanto tais prioridades são pensando no meu futuro. Me orgulhei da mulher que venho me tornando, até me envergonhei de atitudes de adolescente que já cometi. Passado e futuro bagunçando minha cabecinha. O sinal fechou lembrando que no presente eu estava era bem atrasada pra aula.
Vi que meus vinte e poucos anos foram bem vividos. Algumas vezes nem tão “bem”, mas bem ou mal, vividos. Agradeço a Deus por isso. Pois fez de mim o que sou hoje, fazendo pensar em quem ser amanhã. Abri a porta correndo dei boa noite pro professor olhando o fundo da sala, sorri. É que ontem me fez estar aqui, e que hoje compro dois chicletes para o que pretendo ser amanhã.
Pra você, um sorriso e um chiclete ; )