sexta-feira, 11 de maio de 2012

Não é

              
E eu falo. Faço cena. Tropeço nas palavras. Gesticulo.  Estampo o sorriso, evidencio a raiva. Uns chamam de transparência outros de grosseira. Não é que eu não queria esconder é que simplesmente não sei. Têm todas essas teorias que todo mundo usa. Signos e horóscopos. Significados de nomes e histórias de lua. Parece tão mais fácil. Esses rótulos que todo mundo tem. É como se dessem desculpas pro nossos erros. Justificam nossas falhas. E até adivinham nossas vitórias. E viver assim realmente parece fácil. Mulher tem muito disso, se esconder atrás de uma história de amor, de um bom livro de um bom texto. Se reafirmar em um salto alto, se encorajar em um conselho da amiga certa, na hora certa, que sabe exatamente o que queremos ouvir. Atire o primeiro batom, você, mulher, que nunca se reafirmou em um vestido curto, em uma jogada de cabelo?
Me pergunto se perdi tudo isso. Já que parece que colocaram tudo isso em nós (?) Crio minhas próprias teorias. De primeira mão posso afirmar, não são as melhores. Mas são minhas. Minhas, e pra mim. E por hora é o melhor. É o melhor de mim pra mim. E basta.
NÃO É que eu desisti do amor, dos contos de fadas dos sonhos. Não é que eu desisti do carinho. Não é que desisti de lutar. Não é que eu desisti de tentar. Não é que eu desisti de ter expectativas. Não é que eu não acredite. Não é que eu seja diferente. É que não quero ser igual.




Não é desistir, é não querer.
  







3 comentários:

  1. Nietzsche fala que poetas escrevem mentiras para que essas palavras, quando lidas por eles próprios, tentem convence-los que elas são verdade.

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  2. Como não sou poeta, acho que pra mim as palavras de Nietzsche não servem. AHAHHAHAHHA. Mas acho que a carapuça serviu pra mim UM POUCO. rs

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  3. So um pouco neeeh?rsrs.

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