segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Água e óleo

   Sem meios químicos, físicos e matemáticos, venho eu provar que água e óleo, SIM, se misturam, pode não parecer mas há momentos que eles se tornam homogêneos. Eu como água, transparente que só, você como óleo capaz de suportar qualquer ambiente. Quantas vezes já senti até raiva por esse seu jeito, as vezes penso ser egoísmo, que você não se importa comigo. Quantas vezes você já não sentiu raiva por toda essa cobrança minha, e por essa carência que eu sei, se sei, que te irrita. Confesso, as vezes faço cena, faço birra, mas só tento te mostrar que estou querendo atenção, um abraço, um ouvido, um colo. Já tentei me afastar e tentar não me importar, inútil, a falta que você faz é muito maior que meus ataques súbitos de raiva.
  Fato é que água e óleo estão sempre juntos, ali de lá. Assim como eu e você. Se eu pudesse gritava com você, seria fria e dura, brigaria, até você acordar, e então quando finalmente me responder, ao invés de se calar, suportar e fugir. Depois de tudo te colocaria no colo. Por que a verdade, é que nasci pra cuidar de você. Apesar de todas as diferenças, as vezes nos acho extremamente iguais, nosso estado homogêneo. E qualquer tipo de tentativa de separação É INÚTIL.
  Não peça a Deus um fardo menor, peça força para poder carregá-lo, mas também não receba um que nao seja seu, devolva-o, não aceite calada. E quando se sentir sozinha, não pense duas vezes, eu NUNCA te abandonarei, nem em meus momentos de raiva. Se existem pessoas que desejam seu bem, pode ter certeza eu sou uma delas, do fundo do meu coração, eu amo muito você, assim do jeitinho que você é. Eu queria ter o poder de mudar as coisas, mas como não tenho estou tentando abrir seus olhos, e te mostrando que estou aqui, aqui, bem do seu lado, para enfrentar o mundo com você.
   No final venceremos, nos somos merecedoras disso. Você será madrinha dos meus filhos, e eles te chamaram de tia. Não se trata de utopia, é a mais pura verdade. Por que sempre estaremos juntas... Feito água e óleo.


Eu amo você Ludmila salles.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Características justificadas pela Genética II

   Simplesmente eu esquecia dos seus defeitos, apesar de todas as desavenças, era você a quem eu destinava a porção maior do orgulho e do amor. Me esqueci, ou nunca se quer quis aceitar que você erra. Assim como eu também. Então você errou. Errou tão feio, que no primeiro instante não queria te ver, nem pintado de verde com bolinhas amarelas. Senti coisas tão ruins, falei palavras tão duras e cruéis, que por mais eu sabendo que eu estava NO MEU DIREITO, me fizeram sentir a garota mais ruim de todos os tempos.  O meu super-herói passou a se tornar o meu maior vilão, eu tinha necessidade de vencer você, e como eu nunca gostei de perder... Eu venci. Gritei mais alto, finalmente eu me senti maior, eu tinha a razão, e não você que sempre se fez de o senhor delas.
   Minhas palavras afiadas o fizeram chorar, como eu nunca o vi chorando. Foi ai então que eu me senti pequena. Tão pequena que não tinha coragem suficiente para te dizer que mesmo assim eu o amava. Na minha cabeça eu só queria fazer senti um terço da dor que eu estava sentido. Porém só depois eu pude perceber que você sentia muito mais, e eu só colaborei pra isso. Perdão. Realmente não faço idéia o que seja isso. Mas hoje aprendi o tal qual é a sua importância e o seu significado. 
  Você viu em mim, exatamente a filha que você moldou cada detalhe, cada, sorriso, olhar,semblante. Como se diz os velhos ditados " provou do próprio veneno". 
 Sim pai, estou triste, magoada, não há palavras que explique a angústia que se instala sobre mim. Mas como você me criou, e ensinou, eu vou ser forte, olhar tudo de frente, e viver. Então suplico: FAÇA O MESMO. Por que olhar pra você e não me enxergar, brigar sozinha, não tem a menor graça. Viva, reaja, olhe para mim e me faça sentir orgulho outra vez, me ponha no meu devido lugar... De filha.
Sim pai, eu amo você. Sim pai eu te odeio. Mas eu preciso de você aqui...comigo.